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Concursos: estudos e treinos são fundamentais antes mesmo do edital, alertam professores

segunda, 14 de maio de 2018
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Segundo analistas, muita gente reprova em concursos depois de boas colocações nos exames objetivos

No final de abril, a Polícia Rodoviária Federal publicou um vídeo no Facebook em que afirmava estar “ansiosa” pelo próximo concurso, previsto para acontecer até o final deste ano – o edital deve ser publicado no mês que vem. Nas imagens, a câmera percorre todas as instalações de uma das sedes da PRF até chegar a uma sala de aula, onde uma única carteira se situa no centro. O vídeo, então, questiona: “De quem será essa vaga?”.

Até os primeiros dias de maio, o vídeo tinha sido visto por mais de 34 mil pessoas e curtido por quase duas mil. A postagem mexeu com os candidatos do próximo concurso PRF: o estudante Rodrigo Lira, de Santa Catarina, por exemplo, comentou: “O sangue esquenta, a respiração fica ofegante, os olhos brilham, o desejo de pertencer é maior que tudo que nos desmotiva! Honra à PRF! A vaga é minha!”.

Já o músico carioca Washington Motta contou que o desejo de trabalhar na instituição policial o acompanha todos os dias por meio do seu smartphone. “Amo tanto a PRF que coloquei o hino dela como toque do celular”, revela. Já Cristiano Martins, de Registro, quase na fronteira entre São Paulo e Paraná, disse que pretende seguir a carreira do pai no órgão. “Ele foi policial rodoviário federal por 30 anos. Hoje, está aposentado, mas sempre sentiu orgulho”.

A expectativa pelo edital do concurso se dá não apenas pela sua realização, mas também pelas informações que trará: até agora nem mesmo as consultorias especializadas em concursos sabem quantas vagas e para quais cargos serão oferecidos pela PRF. Em março, no último pronunciamento oficial, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou apenas que já tinha autorizado a aplicação da prova. Em fevereiro, ele havia dito que o concurso chamaria 500 novos policiais.

O concurso está neste momento na fase de autorização do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, onde foi protocolado em fevereiro. O diretor-geral da PRF, Renato Dias, já reafirmou diversas vezes que a corporação está obsoleta pelo excesso de profissionais aposentados nos últimos anos sem reposição.

“Ainda estamos em tratativas com o Ministério do Planejamento para recomposição total de nosso efetivo e também a ampliação do nosso quadro, de maneira que cheguemos mais perto do número ideal de policiais apontado pelo Tribunal de Contas da União”, disse ele no mês passado em Brasília.

A proximidade com o edital, no entanto, deve ser apenas parte dos estudos dos pré-candidatos à prova. Para os professores Paulo Almeida e Jefferson Bogo, da Gran Cursos Online, é fundamental que a preparação teórica e física comecem muito antes da publicação do documento oficial.

“Esperar o edital sair para estudar é o primeiro passo para continuar estudando depois que o concurso for finalizado. Se a gente quer ser aprovado, o tempo precisa ser usado a favor, não contra. Aguardar o edital é caixão e vela preta”, comenta Almeida.

Ele lembra que deu a mesma dica aos seus alunos na última prova da PRF, realizada em 2013, mas que mesmo assim muitos deles acabaram desclassificados pela falta de tempo necessária aos estudos.

“No último edital, foram cobrados alguns decretos que cobravam um conhecimento muito específico sobre o tráfico de pessoas. Ele foi abordado por meio de dois decretos que a maioria das pessoas errou, porque como provavelmente o tempo de estudo ficou apertado depois do edital, as pessoas precisaram deixar algumas coisas de lado na hora do estudo”, conta.

Segundo o professor Jefferson Bogo, uma das técnicas mais utilizadas – e que mais funcionam – para estudar para um concurso é analisar o edital da última prova. Por meio dela, os pré-candidatos têm contato com o que já foi cobrado dos inscritos em provas anteriores – no caso da PRF, em 2008 e em 2013.

“O estudo precisa ser baseado no edital anterior, porque ele é a base das provas. Não apenas na questão das perguntas em si, mas também ajuda na preparação psicológica, no tempo do exame, etc. São fatores que reprovam muito mais do que parece”, diz Bogo.

Ambos também alertam para a necessidade de equilibrar os estudos em livros e apostilas com os treinamentos diários, já que o trabalho exigido pela PRF tem como um dos seus pilares a forma física do policial. Os agentes rodoviários estão constantemente envolvidos em perseguições, operações prolongadas ou em situações que dependem de habilidades físicas.

“É uma tristeza ver gente que ficou bem colocada na prova teórica, mas não conseguiu fazer uma barra ou concluir uma corrida em 12 minutos. É um concurso que exige preparo físico do candidato e esse é outro fator que ele precisa estar pronto muito tempo antes da prova, ainda que o teste físico seja posterior à aprovação. O candidato é cobrado por isso”, diz Paulo.

“Muita gente mesmo reprova no teste físico. É uma coisa absurda”, concorda Bogo. “Isso acontece porque muita gente pensa apenas na prova objetiva e deixa para treinar depois que ela tiver sido feita, mas normalmente não dá tempo de conseguir o preparo físico nesse intervalo”, conclui.

Fonte: Divulgação