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Prefeitura divulga produtos de natal produzidos pelo Programa de Economia Solidária Prefeitura divulga produtos de natal produzidos pelo Programa de Economia Solidária

Prefeitura divulga produtos de natal produzidos pelo Programa de Economia Solidária

Wednesday, 01 de December de 2021

Durante lançamento houve apresentação do Clube do Choro de Londrina e da Associação Londrinense de Circo

Foto: Vivian Honorato

Na manhã desta quarta-feira (1º), o prefeito Marcelo Belinati e a secretária Municipal de Assistência Social (SMAA), Jacqueline Micali, lançaram os produtos natalinos do Programa de Economia Solidária edição 2021. A solenidade contou com a presença do arcebispo Geremias Steinmetz da Arquidiocese de Londrina, da Cáritas Arquidiocesana de Londrina e aconteceu no Centro Público de Economia Solidária, que fica na Avenida Rio de Janeiro, 1.278, esquina com Avenida Juscelino Kubitschek.

O objetivo foi divulgar para a população em geral os diversos artigos produzidos pelos empreendimentos integrantes do Economia Solidária. Para isso, o evento contou com os artistas da Associação Londrinense de Circo, que se apresentaram através do Conexão ALC, que faz parte do projeto Arte Educação; com os músicos do Clube do Choro de Londrina e com o artista José Dias Lima, mais conhecido como Jota Dias, e seu auxiliar Sabota, que estão pintando a fachada do Centro Público de Economia Solidária.

Foto: Vivian Honorato

Segundo o prefeito Marcelo Belinati, a intenção do lançamento foi chamar a população para conhecer os produtos e assim ajudar diversas famílias, que tiram da venda da economia solidária seu sustento. “Nosso objetivo é fazer de Londrina uma cidade cada vez melhor para se viver. Acredito que podemos mudar a vida das pessoas com pequenos gestos, como esse de fomentar a economia solidária. E, por acreditar nisso, fizemos o maior investimentos dos últimos tempos na Assistência Social, onde aumentamos em mais de 70% o orçamento da pasta”, disse o prefeito Marcelo.

No momento, o programa conta com 51 empreendimentos, que somados atuam na vida de 250 famílias diretamente. Estas produzem artigos das mais variadas áreas, como artesanato, alimentação, costura criativa, prestação de serviços e beleza. “Hoje é um dia de festa para nós, porque depois de tanto tempo sem atividades presenciais estamos fazendo o lançamento da coleção de natal. Essa é a cara que queremos dar para a Assistência Social, um assistência  que trabalha com o fortalecimento de vínculos, com os meios para o protagonismo para que o usuário tenha meios de se tornar protagonista da sua própria história”, disse a secretária municipal de Assistência Social.

Foto: Vivian Honorato

Micali também lembrou que a SMAA está reordenando o trabalho do programa Economia Solidária. Com isso, foi possível elaborar um novo edital, com novas regras e formas de adesão. Isso possibilitou o aumento no número de grupos, que passaram de 30 para 51 grupos. Para participar do programa é preciso dar entrada por meio dos Centro de Referência da Assistência Social (Cras).

Hoje, há mais técnicos trabalhando no acompanhamento e auxílio dos empreendedores, como engenheiro agrônomo, assistentes sociais, economistas, administrador de empresa, psicólogos e profissional de marketing. “Quando falamos de Economia Solidária falamos de acolhimento. Nós acolhemos as pessoas que, às vezes, não têm amparo legal ou de algum profissional, mas que têm um projeto ou uma ideia interessante. Então, nós da Cáritas, com o apoio da Prefeitura, vamos orientar essas pessoas em termos de documentação, de conhecimento técnico e na produção através da participação nos grupos”, explicou o presidente da Cáritas, Rosiel Martins.

Foto: Vivian Honorato

Sobre isso, o arcebispo Dom Geremias Steinmetz lembrou que a economia solidária foi um movimento que surgiu pensando em chamar a atenção dos consumidores para uma nova forma de ver o consumo, visando não apenas o comércio, mas também a cultura e a questão comunitária. “É a questão do trabalho em conjunto e comunitário, por isso ela é muito trabalhada pela Cáritas no Brasil inteiro”, disse.

Produtos – Na edição de natal, estão à venda guirlandas, toalhas de mesa, panos de pratos, produtos de decoração natalina, alimentos, vestimentas, bonecos e outros. No momento, há dois pontos de venda de produtos que são: o Centro Público (Avenida Rio de Janeiro, 1.278) e a Casa de Economia Solidária – Café e Arte (Praça 7 de Setembro). Os dois espaços funcionam de segunda à sexta-feira, das 9h às 17h.

Para a empreendedora Nilza Nascimento, é importante que as pessoas conheçam a produção dos empreendedores, porque é uma forma de ajudar o próximo. “Conheço e faço parte do programa desde 2007 e para mim é muito importante, porque a venda dos produtos ajuda na renda da minha casa. Participar da Economia Solidária é muito bom para mim. Eu saio de casa, trabalho, conheço gente e consigo vender meus tapetes de tear”, contou a participante do programa.

Foto: Vivian Honorato

Já a consumidora e servidora pública, Renata Gomes Simões, destacou a criatividade e o aproveitamento de materiais como alguns dos pontos fortes da Economia Solidária. “Já comprei outras vezes aqui no Centro Público de Economia Solidária e acho as peças super criativas, bonitas, com preços bons e o legal é que tem muitos produtos feitos com materiais recicláveis. Compro e indico sempre o programa”, disse a cliente.

Os empreendimentos da Economia Solidária são formados e geridos por trabalhadores das áreas urbanas e rurais, com objetivo de gerar trabalho e renda, pautados em princípios de autogestão, cooperação e solidariedade. Por isso, as iniciativas têm a assessoria técnica, financeira, de gestão e de produção. Para tanto, mensalmente, são investidos R$ 50.084,00 nas iniciativas de geração de renda e promoção da integração com o mundo do trabalho.

Sobre a pintura da fachada – O Centro Público de Economia Solidária está recebendo uma nova cara. O artista Jota Dias e seu auxiliar Sabota estão pintando a fachada do local com imagens que são considerados ícones da cidade. Nos muros da Avenida Rio de Janeiro está sendo pintada a antiga Estação Rodoviária, que hoje é o Museu de Arte de Londrina. Já nos muros da Avenida Juscelino Kubitschek está sendo feito o desenho e a pintura a antiga Estação Ferroviária, que atualmente abriga o Museu Histórico de Londrina.

Foto: Vivian Honorato

“A proposta é revitalizar o espaço, dando uma nova identidade visual, por isso procurei valorizar os ícones de construção da nossa cidade que marcaram um período da nossa história. Ambos os locais foram estações com chegadas e partidas. Chegada de pessoas que vieram para construir a cidade e partida daquelas que nos deixaram para buscar novos horizontes”, disse o artista.

Ele conta com a ajuda do educador-par, Sabota, que é um ex-morador de rua que atualmente está conseguindo superar a situação através do trabalho com a arte. Ele foi indicado pela Associação Londrinense de Circo, entidade parceira da Secretaria de Assistência Social de Londrina. O trabalho teve início na tarde de segunda-feira (29) e deve ser finalizado na tarde desta sexta-feira (3).

Estiveram presentes ainda no evento os vereadores Jairo Tamura, Lenir de Assis e Sônia Gimenez, o vice-prefeito, João Mendonça, a secretária do Idoso, Andrea Ramondini Danelon e o secretário de Governo, Alex Canziani.

Fonte: N.Com