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Kombi vai deixar muitos clientes órfãos no Brasil

Kombi vai deixar muitos clientes órfãos no Brasil

Wednesday, 17 de April de 2013
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Sinônimo de trabalho, a Kombi ajudou a construir o Brasil da década de 50 para cá, sendo utilizada para os mais variados fins em cada canto desse país. Baixo custo de manutenção, facilitada de acesso às peças, capacidade de levar seu próprio peso em carga e espaço interno, são alguns dos muitos atributos da longeva utilitária da Volkswagen.

Feita desde 1957, mas antes disso já montada em CKD, a Kombi sairá de cena depois de 56 anos de produção e 63 de mercado brasileiro. Afinal, desembarcou aqui importada já em 1950. Agora, ela deixará saudades em muita gente. Muitos consumidores fiéis, fãs e aqueles entusiastas emocionais e racionais, que ainda compram e usam no dia a dia de trabalho ou mesmo também para lazer, a velha ?perua?.

De famosos a anônimos, todos chegam a ter certa razão. Matar a Kombi é um erro, pois há mercado e não há outra opção mais rentável no segmento, é o que dizem. Apesar de que em 2012, ela liderou o segmento de furgões com 33,1%, emplacando mais de 78,7 mil unidades, não há como evitar a obrigatoriedade do uso de airbag e ABS a partir de 2014.

Podendo ser comprada entre R$ 46 mil e R$ 48 mil, a Kombi é ainda a rainha dos utilitários, sendo que a versão Standard continua sendo a mais vendida, pois sem os bancos e com a presença dos vidros, ela é usada para descaracterizar o veículo de carga, podendo assim fugir de fiscalização. Além disso, pode levar a família para um passeio no fim de semana.

Os defensores da Kombi confessam que as vans diesel são maiores e mais confortáveis, mas elas custam o dobro da utilitária alemã e por isso não haveria outra opção que ofereça condições para transportar uma quantidade razoável de mercadoria ou pessoas com um custo mais baixo. A Volkswagen pensa em uma sucessora, mas esta deverá ser a T5.

Apesar de herdeira espiritual da vovó, ela é bem mais cara que a atual Kombi, portanto, entrando em outro segmento. Sem precisar de publicidade e com custo de desenvolvimento pago desde os tempos do preto e branco, a utilitária mais famosa do país vai deixar muitos órfãos, que por algum tempo deverão se prender aos modelos usados, reformando-os até onde puderem. A série final da Kombi deverá ser disputa ?no tapa? pelos mais entusiastas. Afinal, depois disso, 0 km somente em museu.

Fonte: Ricardo de Oliveira/Notícias Automotivas