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Por que sermos éticos nos negócios? Por que sermos éticos nos negócios?

Por que sermos éticos nos negócios?

Tuesday, 01 de April de 2014
Categoria: noticia

Vez ou outra somos pegos de surpresa com
denúncias de práticas antiéticas – e muitasvezes criminosas – de grandes
organizações. Trabalhos semi-escravos, produtos adulterados, corrupção,
propaganda enganosa, cartéis são apenas alguns exemplos de atividades ilícitas das
companhias que ganham a manchete da imprensa e causam furor na opinião pública.

A ganância, a irresponsabilidade e a visão de
curto prazo de empresários e gestores vem manchando a imagem de grandes
instituições, comprometendo a confiabilidade de grandes marcas, causando
insatisfação de seus consumidores e colocando em xeque a seriedade dessas
organizações.

Estamos na era da transparência. Os
consumidores exigem, de seus fornecedores, total transparência neste
relacionamento de troca. Os indivíduos necessitam, e querem, confiar naqueles
que fornecem bens e serviços. Exigem ter garantias de que estão fazendo
negócios com empresas sérias, idôneas e éticas. Por isso as empresas tem se
preocupado tanto em se aproximar de seu público, desenvolvendo ações de responsabilidade
sócio-ambientais, disponibilizando inúmeros canais de comunicação,
desenvolvendo estratégias de marketing de relacionamento, dialogando com
consumidores nas redes sociais.

Ao atuar de forma antiética, as organizações quebram
essa relação de confiança. Por conseguinte presenciam seus clientes abandonando
o barco. Os clientes se sentem “traídos” e injustiçados. Nada mais
compreensível. A conseqüência disso é a redução de vendas e a queda de
faturamento. Mas isso é apenas a ponta de um enorme iceberg, uma vez que
podemos enumerar outras graves conseqüências àqueles que “pisam feio na bola” e
cometem atitudes antiéticas. Podemos destacar algumas:

Denúncias da imprensa – a imprensa, de um
modo geral, vem atuando como fiscais da sociedade. Qualquer denúncia é
investigada e a imagem da empresa é exposta à opinião pública, causando sérios
prejuízos à sua reputação. Mesmo não tendo qualquer fundamento, essa denúncia,
até ser totalmente investigada, provoca conseqüências negativas à denunciada.

Multas milionárias para empresas irregulares
– organizações comprovadamente culpadas por práticas antiéticas e ilícitas, são
penalizadas monetariamente por entidades e órgãos regulamentadores. Há casos de
empresas que decretaram falência por não ter condições de arcar com tamanho
prejuízo financeiro.

Restrição às atividades de firmas de má
conduta – uma das penalidades mais severas impostas às empresas antiéticas é a
proibição da continuidade do seu negócio. Isso significa “fechar as portas” e
encerrar as atividades.

Imprensa como fiscalizadora de práticas
desonestas – constantemente os diversos órgão e veículos de comunicação – como
TV, rádio e jornal – denunciam atividades ilegais de corporações relacionadas a
práticas de dumping, cartéis, propaganda enganosa, sonegação de impostos, entre
outros.

A empresa em questão vira alvo de escândalos,
execração e críticas, não só dos jornalistas, mas também da opinião pública.
Não podemos nos esquecer que a imprensa compõe um importante grupo de
formadores de opinião, influenciando a maneira como os consumidores percebem as
marcas e produtos.

Compromete os negócios com parceiros
comerciais – empresas dependem de outras empresas para o sucesso de suas
atividades. Diariamente fazem negócios com outras empresas – fornecedores,
distribuidores, prestadores de serviços. Que organização se sentiria à vontade
em fazer negócios com uma empresa reconhecidamente antiética? Essa relação
comercial certamente comprometeria a sua própria imagem. Sendo assim, as
empresas antiéticas teriam sérias dificuldades em desenvolver transações
comerciais com outras empresas.

Como é possível perceber, a postura do “levar
vantagem em tudo” não cabe mais no mundo dos negócios. Pelo menos àquelas
organizações responsáveis que buscam a sua auto-sustentabilidade, a confiança
de seus parceiros e o respeito de seus clientes.

* Sou
consultor empresarial, palestrante, sócio-diretor da Elos Conexão Empresarial e
docente de cursos de graduação e pós-graduação. Contato: (43) 8404-0482 /
[email protected]