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Você tem paixão pelo seu trabalho? Você tem paixão pelo seu trabalho?

Você tem paixão pelo seu trabalho?

Friday, 22 de January de 2021
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Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho.

 

Sei que, a princípio, essa pergunta do título parece inadequada. Quando falamos em paixão pela ótica de sentimento, realmente ela precisa ser dirigida a outra pessoa e não a um objeto ou tipo de organização.

Porém, no ambiente corporativo, paixão é sinônimo de atitude e não de sentimento. Você pode sim ser apaixonado pelo trabalho que faz, pela empresa na qual atua ou por um projeto que está tocando nos últimos meses e que acendeu dentro de você aquilo que tem de melhor.

Como já dizia Steve Jobs: ”Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz”.

Mesmo assim, é difícil alguém se apaixonar pelo próprio trabalho. O que mais encontramos é justamente o contrário: pessoas que conservam sentimentos ruins acerca dele. Não veem a hora de chegar logo o encerramento do expediente, o próximo final de semana, um novo feriado ou o período de férias. Seu ofício é fonte de desprazer.

Como saber, então, se você tem paixão por aquilo que faz? Procure quatro sinais contundentes:

— Mesmo com alternativas sedutoras, você nem cogita a possibilidade de se dedicar a outras coisas. Sente que nasceu para desempenhar a profissão atual e as chateações que enfrenta de vez em quando apenas fazem parte do pacote. O seu trabalho se encaixa com você a ponto de enxergar-se como um missionário.

—- Você constrói planos profissionais futuros com facilidade. Já que não enfrenta grandes dilemas de carreira, é mais tranquilo projetar aquilo que deve receber a sua atenção daqui em diante para melhorar ainda mais. Você sabe o que lhe falta.

— É comum trabalhar horas a mais, perdendo a noção do tempo. E isso não tem a ver com produtividade: você simplesmente escolhe colocar um tempo extra no expediente quando surge algum desafio empolgante (o que não é raridade). As pessoas até costumam dizer: “Como você arranja tempo para fazer tantas coisas?”

— Os outros se sentem inspirados pela sua energia. Gostam de escutá-lo(a) falando sobre as metas que pretende alcançar e como resolve os problemas que aparecem no dia a dia. Só de vê-lo(a) trabalhando, eles já se contagiam.

O efeito colateral disso tudo é que você costuma passar dos limites por ser muito intenso(a). Pessoas apaixonadas por outras chegam a ficar cegas para algumas coisas, não é verdade? O mesmo acontece com quem possui uma ligação muito forte com o seu trabalho.

Elas ignoram algumas oportunidades que deveriam receber atenção. Dedicam tempo demais ao trabalho à custa de outras esferas da vida. Muitas vezes, apresentam dificuldades de relacionamento na empresa por esperar que os colegas de trabalho se dediquem tanto quanto elas.

O desafio, portanto, é você ser alguém passional com todas as qualidades que uma pessoa assim tem. E, ao mesmo tempo, gerir os comportamentos disfuncionais que virão junto. Pense nisso!

Palestrante e consultor empresarial especialista em Formação de Lideranças, Desenvolvimento Gerencial e Gestão Estratégica, também é professor universitário em cursos de pós-graduação. Mestre em Administração de Empresas, possui MBA em Gestão Estratégica de Pessoas e é autor dos livros “Líder tático” e “O gerente intermediário”, ambos publicados pela Ed. Qualitymark.