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UEL reforça campanha do município no combate à hanseníase UEL reforça campanha do município no combate à hanseníase

UEL reforça campanha do município no combate à hanseníase

Wednesday, 22 de January de 2020

Universidade reforça campanha do município no combate à hanseníase

A Universidade Estadual de Londrina (UEL) ressalta a importância da campanha “Janeiro Roxo” para o combate à hanseníase, doença endêmica no Brasil. O último domingo de janeiro marca o Dia Mundial da Hanseníase, data estabelecida em 2016.

“As universidades, juntamente com os profissionais de saúde, intensificam as informações sobre a doença com as secretarias de saúde dos municípios para conscientização sobre a hanseníase”, afirma a professora Flávia Meneguetti Pieri, do Departamento de Enfermagem do Centro de Ciências da Saúde (CCS).

A professora, que coordena o Grupo de Atuação e Pesquisa em Infectologia, explica que a hanseníase é uma doença infectocontagiosa, causada pela actinobactéria Mycobacterium leprae. A doença tem alta endemicidade e afeta pessoas de diferentes faixas etárias e realidades socioeconômicas.

Flávia Pieri diz que entre as estratégias para enfrentar a hanseníase, definidas pelo Ministério da Saúde, está o diagnóstico precoce e as ações educativas em saúde, investigação epidemiológica, tratamento prevenção, além do tratamento de incapacidades, vigilância epidemiológica e exame de contatos. “A doença tem cura e o tratamento está disponível pelo Sistema Único de Saúde”.

Números – Segundo o Ministério da Saúde, mais de 28 mil pessoas foram diagnosticadas com hanseníase em 2018, um número que mantém o Brasil como o campeão mundial em incidência da doença, ocupando o ranking de segundo país com maior número de casos, perdendo apenas para a Índia.

Os sinais e sintomas mais comuns são lesões – manchas esbranquiçadas ou avermelhadas – com redução ou perda de sensibilidade, sensação de formigamento, fisgadas ou dormência nas extremidades (pés e mãos), caroços/nódulos, ou ainda placas em quaisquer regiões do corpo. Outros sintomas são perda de força muscular, comprometimento nos olhos, nariz e boca.

A professora Flávia Pieri afirma que haverá outra campanha, a ser realizada no próximo mês de maio. “A UEL ajudará na divulgação e nos treinamentos e capacitação dos profissionais de saúde”, destaca a Flávia Pieri.

Fonte: Agência UEL