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Encontro de grafiteiros ‘Mural Cap Style 15 anos’ reúne artistas em Londrina Encontro de grafiteiros ‘Mural Cap Style 15 anos’ reúne artistas em Londrina Encontro de grafiteiros ‘Mural Cap Style 15 anos’ reúne artistas em Londrina

Encontro de grafiteiros ‘Mural Cap Style 15 anos’ reúne artistas em Londrina

terça, 15 de agosto de 2017

Programação inclui oficinas sobre grafite e pintura do muro do cemitério São Pedro; evento tem apoio da Prefeitura de Londrina

O Coletivo de grafite Cap Style Crew vai realizar, de 25 a 27 de agosto, o “Mural Cap Style 15 anos”, para comemorar os 15 anos do grupo. O evento vai contar com várias atividades, todas gratuitas, e que envolvem desde workshops sobre arte de rua até a pintura de grafites no muro do cemitério São Pedro. O evento tem apoio da Prefeitura de Londrina, por meio das secretarias municipais de Cultura, Assistência Social, Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf), Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e Fundação de Esportes de Londrina (FEL).

No primeiro dia do encontro de grafiteiros, toda comunidade londrinense é convidada a participar dos workshops, que vão ocorrer no período da manhã às 11 horas, e no período da tarde, às 14 e 16 horas. Uma das oficinas será ministrada pelo organizador do evento, o tatuador e grafiteiro Carão, e os demais pelos grafiteiros Huggo e Napa, que também integram o Cap Style Crew.

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Huggo

Segundo Carão, podem comparecer todos os que têm interesse em aprender sobre a arte do grafite. “Vamos apresentar a história do grafite, ensinar técnicas e dicas, contar também a trajetória de cada artista, e falar sobre os diferentes estilos de grafite. Durante essas oficinas, haverá comercialização da tinta spray específica para uso em grafite, um material difícil de encontrar na cidade”, contou.

Nos workshops na Concha Acústica, estarão presentes adolescentes atendidos há sete anos pelo arte-educador e grafiteiro Napa no Centro de Referência Especializado da Assistência Social (CREAS 2). O local atende cerca de 250 adolescentes, e participam do trabalho com grafite aproximadamente 15 menores em conflito com a lei.

Segundo Napa, o envolvimento dos jovens no encontro de grafiteiros visa proporcionar o aprendizado, através dos workshops e demais atividades. “Além disso, buscamos possibilitar que eles ocupem um espaço coletivo a fim de mostrar à sociedade o que eles fazem de melhor, ou seja, mostrar suas potencialidades na arte do grafite. A interação com a sociedade é o que norteia nosso trabalho, e através da arte é possível que esses jovens possam sentir o gosto da dignidade e esperança de uma vida melhor”, ressaltou o artista.

As vagas para os workshops são limitadas, e as inscrições podem ser feitas com antecedência diretamente com o organizador do evento, através do whatsapp (43) 98427-5994, ou na página www.facebook.com/carao.capstyle.

Logo após as oficinas, às 18h30, tem início uma mesa de bate-papo no auditório Villanova Artigas. Os artistas Napa (Londrina), Tevez (Curitiba), Guetus (São Paulo), Airá Ocrespo (Rio de Janeiro), e Skor (angolano que reside em Maringá) vão falar sobre a temática “A Arte de Rua e a Sociedade”. “Eles vão conversar sobre esse tema, contar aos participantes suas vivências e como têm desenvolvido seus trabalhos como artistas de grafite”, explicou Carão.

O auditório fica localizado na sede da Secretaria Municipal de Cultura, na Praça Primeiro de Maio, 110, centro.

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Napa

Cemitério São Pedro

Um dos pontos altos do encontro de grafiteiros envolve o muro do Cemitério São Pedro, no centro de Londrina, que será utilizado como um painel. A atividade relembra o encontro de grafiteiros de 2011, quando o muro foi pintado com grafites, em evento realizado pelo Cap Style Crew.

Das 10 às 18 horas do sábado (26), os artistas irão grafitar o muro com base no tema “Natureza da vida e o amor”. Até o momento, já confirmaram presença 48 grafiteiros de Londrina e outras cidades como Maringá, Toledo, Cianorte, Apucarana, Ponta Grossa, Curitiba, Colombo, e também de outros estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Espírito Santo.

O grafiteiro Carão contou que o muro do cemitério São Pedro tornou-se uma referência da arte grafite em Londrina, funcionando como um painel onde diversos artistas da cidade contribuíram e se reencontram. “Pretendemos expandir essa arte a laterais de prédios e outros imóveis. Londrina começou a ter grafite há muito pouco tempo, por isso, estamos tentando inserir essa street art de forma mais intensa aqui. Cidades como Paris, Nova Iorque, São Paulo e Rio de Janeiro já têm isso, então vamos buscar criar algo nesse sentido, pois é uma tendência”, adiantou.

Os artistas de outras cidades ficarão hospedados na Escola Municipal Norman Prochet. Como contrapartida pela cessão do espaço, irão grafitar uma área da escola que não possui pintura. “Importante lembrar que são todos artistas voluntários, que vêm a Londrina sem nenhum cachê. Apenas pelo amor à arte”, disse Carão.

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Carão (Foto: Samara Rosenberger)

A pintura do muro prossegue no domingo (27), enquanto as avenidas no entorno do cemitério serão parcial ou totalmente interditadas para oferecer atrações ao público. O W MC vai levar para o evento a Batalha de Rimas, que já ocorre em vários pontos de Londrina, como o Zerão. Os alunos do projeto social Passos para o Futuro, que atende cerca de 30 crianças da periferia com aulas de c-Walk, também devem se apresentar no domingo (27). O projeto é realizado pelo artista e grafiteiro Vasco Perez, e recentemente foi finalista do Prêmio Bom Exemplo.

Sobre a importância da participação das crianças e adolescentes nos projetos sociais ligados à street art, e também nos workshops que o evento irá realizar, Carão explicou que o grafite faz parte do hip hop, movimento que penetra com facilidade nos bairros e comunidades carentes. “O hip hop é a cultura mais forte dentro da periferia, a que chega mais ali de forma mais profunda, porque olha dentro do olho do jovem que tem uma autoestima baixa, ou problemas familiares, e resgata essa vida. A grande maioria dos artistas do grafite são oriundos da periferia, e se hoje eles têm visibilidade e podem ajudar outras pessoas, é porque tiveram contato com essa arte. A periferia enfrenta mais dificuldades para ter acesso a atividades culturais, e o hip hop e o grafite possibilitam isso”, destacou.

Dentre as demais secretarias e órgãos municipais que estão apoiando o evento, a Acesf irá contribuir com parte do material utilizado pelos grafiteiros. Segundo o superintendente da Acesf, Douglas Pereira (Tio Douglas), como parte do muro do cemitério estava se deteriorando, já foi providenciada a cobertura do antigo grafite para receber as novas pinturas. “A cidade ganha muito com essas parcerias. Inclusive, o encontro de grafiteiros é uma oportunidade única para crianças, principalmente da periferia, aprenderem uma arte que eles já apreciam, e ter contato com artistas renomados”, apontou.

Fonte: Divulgação