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Você merece um aumento? Você merece um aumento?

Você merece um aumento?

Thursday, 18 de April de 2013
Categoria: noticia

Em geral os trabalhadores creem
que ganham menos do que merecem, mas será que as empresas realmente pagam mal
no Brasil? Primeiramente, é muito comum que a pessoa superestime suas
contribuições à companhia na qual trabalha, enquanto que seu chefe acredita que
o subordinado em questão poderia entregar melhores resultados com o salário que
recebe. Uma tremenda diferença de percepção, que tende a ser maior ainda quando
você está do outro lado.

Por exemplo, se a empregada
doméstica que trabalha em sua residência exigir um aumento ainda hoje, você
concederá aquilo que ela pleiteia? Possivelmente não – e talvez ainda fique
indignado –, a menos que os argumentos dela sejam bastante sólidos. É o mesmo
que ocorre quando a sua empresa lhe nega um acréscimo nos rendimentos após uma
resposta pouco convincente à pergunta: “O que você fez de extraordinário nos
últimos tempos para justificar um aumento?”.

Aliás, se a pessoa gagueja nesta
hora ou então diz coisas do tipo: “meu colega da área ganha mais do que eu”,
“faz tempo que eu tô com o mesmo salário” ou “não consigo mais pagar as contas
lá de casa”, a expressão do chefe geralmente não é das melhores, afinal nenhum
destes motivos tem a ver com a natureza do trabalho realizado.

Antes de crer que está passando
por uma injustiça procure se colocar no lugar da empresa que o emprega e de
quem poderia contratá-lo. Alguém está disposto a pagar aquilo que você acredita
merecer? Se não houver interessados, você pode querer ganhar mais, porém
dificilmente terá seu desejo atendido. Por outro lado, caso haja uma proposta
real para mudar de ares, só não se esqueça de analisar se ela compensará os
benefícios que talvez irá perder e as inseguranças próprias de um novo emprego.
Ou depois terá de lidar com o “era feliz e não sabia”.

Além disto, é importante ter em
mente que o mercado paga mais quando há escassez. Assim, se as suas
competências e a capacidade de dar resultados não forem muito acima da maioria
dos profissionais disponíveis, você receberá aquilo que se paga na média. Como
você acha que as empresas arrumam dinheiro para pagar os talentosos?
Remunerando menos aqueles que ocupam posições de mais fácil reposição.

É por isto que, dependendo da sua
profissão, vale a pena mudar de cidade. Só para ficar num exemplo, um técnico
de informática chega a ganhar três vezes mais num lugar na qual há falta deste
profissional. O problema é que nem sempre as pessoas estão dispostas a deixarem
aquilo que têm nas grandes cidades para fazer carreira em municípios do
interior do país.

Outra coisa: se a empresa aonde
trabalha não possui a cultura de avaliar o desempenho individual periodicamente
também é difícil pensar em aumentos sucessivos. Como o gestor poderá justificar
um soldo maior sem analisar a contribuição efetiva de cada pessoa que lá atua?

As empresas que atrelam
remuneração à performance até pagam salários-base menores, mas em contrapartida
adotam políticas de remuneração variável agressivas. Assim, se as coisas andam
bem muita gente ri à toa porque, em alguns casos, 50% do seu contracheque está
ligado a metas de curto prazo.

Ainda há uma parcela de
organizações que vincula o aumento da remuneração ao sucesso de um projeto no
qual a pessoa trabalha. Ou seja, quando ela se destaca e garante ótimos
resultados a companhia abre a mão, do contrário não.

Uma estratégia de longo prazo com
retorno financeiro quase certo é investir em sua formação agora. Cada ano de
estudo a mais reflete, na média, um crescimento de 15% na remuneração. É claro
que nem todos conseguem ver este aumento porque não capitalizam a bagagem
adquirida, mas esta é outra história.

A insatisfação é importante na
vida de cada um de nós porque serve de impulso para a mudança. Contudo, querer
ganhar mais fazendo as mesmas coisas de sempre é insanidade.