Menu LondrinaTur, portal de Londrina e norte do Paraná
Guias
Viagem à Índia Viagem à Índia

Viagem à Índia

Monday, 28 de April de 2014
Categoria: noticia

Viajar para índia é um marco na vida da gente, assim começa
toda a historia de quem  visitou.

é  um lugar com
grandes contrastes, onde beleza  e  pobreza convivem  em uma sociedade tão peculiar é impossível a
comparação com o mundo ocidental. Por isso a índia é tão mágica e desperta
tantos encantos e fascinação aos que escolhem este pais como destino. Para
compreender melhor todo o contexto da vida dos indianos é necessário conhecer
sua historia, sua  geografia, arte e como
a religião e a política tem atingido fortemente a vida de seus habitantes. Com
uma população absoluta superior a 1 bilhão de habitantes, a índia é o segundo
pais mais populoso do mundo.

A principal singularidade da índia esta em sua religião. O
hinduísmo é considerado a religião mais antiga do mundo. Não tem uma
organização estrutural (igreja, padres, etc.) nem um livro  sagrado como a bíblia do cristianismo ou o
corão do islamismo, sendo praticado de formas diferentes em regiões distintas.
Caracteriza-se pelo politeísmo – são adorados mas de 240.000 deuses – mas as
principais divindades são Barma (espírito da criação, ser inalcançável), Shiva
e Vexo, formando uma trindade e torno da qual se agrupam os outros  deuses. Os seguidores do hinduísmo creem não
imortalidade da alma, no ciclo reencarna tório, que vista à libertação dela, e
na fusão final com Deus, através da purificação do culto e da pratica
religiosa. Segundo o Karma de cada individuo (o caminho ruma à perfeição), o
homem tem muitas vidas, seus sofrimentos correspondem aos obstáculos desse
caminho.A morte é apenas mais um ciclo da vida!

Quando  começo a
mostrar as fotos e falar dos lugares sempre sinto uma pequena frustração, pois
não consigo transmitir o que é essencial nessa viagem. O que conta não é a mala
cheia de presentes, roupas  artigos que
custam tão baratos lá, nem os dez rolos de filmes que usamos para registrar os
lugares onde passamos. O que conta de verdade são as coisas eu vivenciamos
nesse país, são os limites interiores com os quais somos obrigados a nos
confrontar e a invariável comparação que fazemos entre o modo de vida
deles  o nosso.

Sempre digo às pessoas que viajam para índia para tentarem
olhar a cultura indiana com os olhos isentos dos conceitos da nossa própria
cultura. Essa é a forma ideal de se abordar e compreender outros povos. Claro
que não fácil, mas  a gente tenta. Todos
reconhecem  que  o padrão de vida na índia e Nepal, esta muito
aquém do nosso. Quase ninguém tem geladeira, dvd ou chuveiro elétrico  em casa e poucos deles almejam esse itens
essenciais para nós. Aliás, eles não desejam muito além da comida de todo  dia e um espaço qualquer onde se possa dormir!

é  ai que começo a
questionar a nossa vida estressada e cheia de ansiedade onde queremos ter carro
do ano, uma casa maior, apartamento na praia, casa no campo etc… Acho justo
ter tudo isso, mais será que vale a pena gastar todo o nosso tempo  e nossa vida lutando para conseguir essas
coisas e, depois, para mante-las?

Nas lojas,todo mundo
quer vender e temos que barganhar muito para comprar por um preço justo.Sempre
achei que os vendedores indianos são os mais ávidos do mundo. Até que certa vez
passei por uma experiência em Nova Delli que me fez repensar este conceito.
Estava barganhando com um jovem vendedor até que ele chegou  em um preço de apenas 20 rúpias (dinheiro
indiano)  a mais do que eu queria pagar.
Aceitei, contei as notas que tinha no bolso e dei a ele. Na brincadeira,
mostrei as duas notas amassadas que sobraram no meu bolso e disse a ele que não
eram suficientes para pagar meu jantar. O rosto dele ficou vermelho e imediatamente
ele devolveu as 20 rúpias. Eu fiquei sem graça, e disse que era brincadeira,  mais ele insistiu que eu ficasse com o
dinheiro. Só depois de garantir a ele que eu tinha  mais dinheiro no hotel e que não ficaria  sem jantar é que ele aceitou de volta as vinte
rúpias.Dinheiro é só dinheiro,mesmo para um vendedor.O meu jantar era mais
importante para ele do eu o seu próprio lucro.

Mesmo caminhar pelas ruas pode ser uma experiência  única. Ao 
olhar pessoas tão diferentes de mim, fico imaginando como elas vivem o
que pensam como são na intimidade de suas casas 
e chego a conclusão de que, apesar das diferenças da superfície, no
fundo somos todos muito semelhantes 
e  estamos  sempre 
aprendendo  uns com os outros.Essa
percepção me curou do complexo de inferioridade que,como bom brasileiro,sempre
senti diante dos europeus ou americanos.Gente é sempre gente,não importa a
roupa que vestem ou  língua que falem.

Como explicar o que se sente o meditar  silenciosamente às margens do sagrado rio
Ganges? Ou  descansar debaixo de uma
árvore no parque onde Buddha  fez seu
primeiro sermão? Voar de balão rodeado pelos picos  nevados 
dos  Himalaias é uma sensação  indescritível. A gente se sente dono do
mundo,com total liberdade para ir onde quiser e ser apenas aquilo que somos.é  como se todas as mesquinharias da nossa vida
cotidiana se dissolvessem diante da grandiosidade  daquelas montanhas. Nada mais resta além do
silêncio e da certeza de ser uma pessoa abençoada pelos deuses e privilegiada
por  poder experimentar pelo rosto, a
gente agradece ao Grande Mistério  por
tanta beleza e por essa maravilhosa dádiva que é a vida. . Em fim foram 90 dias
pela India e seguindo para outros Países do Oceano índico, mais esta é outra
historia que eu conto na próxima…