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UEL tem proposta de combate ao racismo aprovada pela UNESCO UEL tem proposta de combate ao racismo aprovada pela UNESCO

UEL tem proposta de combate ao racismo aprovada pela UNESCO

Tuesday, 25 de August de 2020
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UEL tem proposta de combate ao racismo aprovada pela UNESCO

Foto: Wilson Vieira

A UEL vai integrar a “Iniciativa para a Erradicação do Racismo na Educação Superior” – Iniciativa para la Erradicación del Racismo en la Educación Superior – proposta pela Cátedra da UNESCO para Educação Superior, Povos Indígenas e Afrodescendentes na América Latina. A campanha “UEL na Luta contra o Racismo” foi idealizada por professores e estudantes de vários Centros de Estudos.

Ao todo foram submetidos à Cátedra UNESCO 49 projetos da América Latina, dos quais 26 propostas de ação foram contempladas e serão executadas de 15 de setembro a 15 de novembro. Entre as atividades estão seminários, oficinas e cursos online, fóruns, programas de rádio e de televisão, produção audiovisual e campanhas de sensibilização. A Cátedra da UNESCO para Educação Superior, Povos Indígenas e Afrodescendentes na América Latina está sediada na Universidade Três de Febrero, da Argentina.

A coordenadora da Comissão Universidade para os Índios (CUIA/UEL), professora Mônica Kaseker, do Departamento de Comunicação do Centro de Educação, Comunicação e Artes (CECA), explica que a proposta “UEL na Luta contra o Racismo” será aberta em setembro, com uma roda de conversa online, com narrativas contra o racismo na UEL, com a participação de professores, estudantes negros cotistas, estrangeiros e indígenas.

“Teremos a gravação de microvídeos com relatos de vivências e estratégias de superação do racismo na UEL”. O material audiovisual vai compor um acervo que já existe, produzido em anteriores por várias universidades que participam da iniciativa da UNESCO. Outras ações previstas são conferência online e desenvolvimento de site para abrigar produção científica e acadêmica de combate ao racismo. Para Mônica Kaseker, a importância dessa campanha é dar visibilidade às ações de combate ao racismo no ensino superior, em um trabalho em rede integrando vários países da América Latina.

A UEL fará parte da iniciativa juntamente com universidades, institutos e outras organizações da Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, Guatemala, México. Do Brasil, foram contempladas sete propostas, que incluem diferentes instituições na organização e realização das ações. As atividades contra o racismo poderão usar os materiais produzidos pela Iniciativa para a Erradicação do Racismo na Educação Superior. Trata-se da coleção de textos Apuntes e, também, vídeos. Os materiais podem ser consultados no site da UNESCO.

Racismo – A coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB UEL), a professora Maria Nilza da Silva, do Departamento de Ciências Sociais do Centro de Letras e Ciências Humanas (CCH), afirma que o racismo é um mal que assola o mundo todo e precisa ser erradicado. Ela lembra que o racismo estrutural perpassa todas as instituições, inclusive a universidade, que até pouco tempo não tinha a presença de negros e indígenas, sobretudo em cursos de maior prestígio social.

Para ela, somente com as ações afirmativas, com diferentes formas de ações afirmativas, é que aumentou a presença de negros e indígenas no ensino superior. Ela destaca o sistema de cotas para negros e as vagas suplementares para indígenas. A professora Maria Nilza afirma que apenas as ações afirmativas não são suficientes. “Quando a população negra chega na universidade, muitas vezes, necessita de apoio, por exemplo, de bolsas para garantir a permanência com qualidade”. Ela afirma que o racismo ainda se manifesta na não valorização do conhecimento dos povos negro e indígena.

A equipe do projeto “UEL na luta contra o racismo”, além da professoras Maria Nilza da Silva e Mônica, é composta pelo professor Jefferson Olivatto da Silva, do Departamento de Psicologia Social e Institucional do Centro de Ciências Biológicas (CCB); professora Andréa Pires Rocha, do Departamento de Serviço Social do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CESA); professora Mariana Panta; pós-doutoranda e colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Sociologia; pelos estudantes Alexandro da Silva, do curso de Ciências Sociais e representante da Articulação dos Estudantes Indígenas da UEL (Artein), e Amauê Lourenço Guarani Jacintho, também do curso de Ciências Sociais.

Fonte: Reinaldo C. Zanardi/Agência UEL