Menu LondrinaTur, portal de Londrina e norte do Paraná
Guias
Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda reabertura das escolas Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda reabertura das escolas

Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda reabertura das escolas

Monday, 08 de February de 2021
Categoria:

Entidade destaca aumento significativo de casos de ansiedade e depressão entre crianças e jovens; profissionais de diferentes áreas defendem retomada do ensino presencial

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou nota em que defende a reabertura urgente das escolas. No documento, além de defender o retorno das aulas presenciais, a Sociedade alerta para os impactos negativos que o fechamento das escolas acabou gerando em crianças e adolescentes. De acordo com o documento, houve um aumento significativo de casos de ansiedade, depressão e estresse entre esse público.

Para a pediatra e médica do Departamento de Saúde Escolar do Colégio Positivo, Andrea Dambroski, as escolas estão fazendo a sua parte para viabilizar um retorno seguro para todos. “A retomada das aulas presenciais é necessária e urgente. O impacto psicológico da pandemia tem sido tão ou mais preocupante entre os pediatras do que a própria doença, visto que a busca por atendimentos de urgência e emergência voltados para crianças e adolescentes, motivados por crises de ansiedade, tentativas de suicídio e uso de drogas aumentou significativamente”, alerta.

A pediatra reforça que as estatísticas da pandemia mostram que crianças e adolescentes representam menos de 1% dos casos de mortalidade da doença e respondem por 2% a 3% do total das internações, sendo que a maioria das crianças infectadas manifesta apenas quadro leve de sintomas ou é assintomática. “Aqueles que fazem parte de grupos de risco ou convivem com pessoas idosas ou com comorbidades, devem avaliar, junto à escola e com o pediatra da criança, se devem retornar às aulas presenciais ou optar por manter o ensino remoto. Mas as exceções devem ser tratadas caso a caso”, salienta.

Para a especialista, é importante, nesse momento, que haja uma relação de confiança entre as famílias, os alunos e as escolas. “Os protocolos estão sendo seguidos de acordo com as recomendações de órgãos governamentais. Estamos promovendo treinamentos periódicos e atualizados para professores e colaboradores, sempre disponibilizando materiais de apoio que reforcem as medidas de prevenção. E se cada um fizer a sua parte, é possível sim garantir um ambiente seguro para o retorno dos alunos”, completa.

A importância de se priorizar esse retorno em função dos enormes prejuízos que o isolamento social e a suspensão das aulas presenciais acabaram por promover entre crianças e adolescentes é reiterada pela psicóloga, doutora em Educação e supervisora do Serviço de Psicologia Escolar – SerPsi – dos colégios do Grupo Positivo, Maísa Pannutti. “O maior prejuízo é a falta do convívio social com os pares. Tanto crianças quanto adolescentes se mantiveram, durante o isolamento, em relações assimétricas, ou seja, com seus pais e pessoas que não possuem as mesmas posturas e idade que eles. Quando as crianças estão na escola, elas vivenciam relações entre pares, relações simétricas, e isso é um dos maiores motores para o desenvolvimento do indivíduo”, explica a especialista.

Maísa alerta ainda para questões como o desenvolvimento da autonomia. “No caso de crianças e adolescentes que tiveram que viver apenas com o ensino remoto, ficou muito mais difícil para eles exercitarem e, portanto, desenvolverem a autonomia. Eles não foram exigidos nesse sentido. E, no caso dos adolescentes, é ainda pior, porque uma das características importantes da adolescência é a necessidade que eles têm de sair do núcleo familiar, de buscar outros convívios sociais fora de casa. Privados desse convívio social externo, os adolescentes acabaram se mantendo numa posição infantilizada – o que, inevitavelmente, acabou gerando danos emocionais. Como profissional, tive a oportunidade de verificar muitos casos de adolescentes deprimidos e desmotivados”, lamenta a psicóloga.

A pediatra Tiana Rossi também avalia a situação como mãe. “O período de isolamento social foi de um prejuízo imensurável aos meus filhos. Percebo que a falta da socialização afetou diretamente a autonomia deles, os tornando excessivamente dependentes dos pais. Além disso, apresentaram dificuldades em lidar com as emoções, se mostrando mais ansiosos, tristes e irritados. Infelizmente, houve excesso de exposição às telas e redução das atividades físicas diárias”, lamenta Tiana. A pediatra é mãe da Beatriz, de 6 anos e do Antonio, de apenas 3, alunos do Colégio Vila Olímpia, em Florianópolis. Ela conta que, no caso do filho mais novo, houve também atraso no desenvolvimento da linguagem.

A pediatra acredita que a retomada das aulas pode ser feita de forma segura, com base em protocolos de distanciamento, uso de máscaras, higienização e estratégias de detecção e mitigação de casos. “O impacto negativo do isolamento social na saúde física e mental das crianças causará danos de longo prazo a toda uma geração. O fechamento prolongado das escolas provocou um aumento na desigualdade social e educacional, nos índices de abandono escolar, na violência doméstica entre os mais vulneráveis, sem contar nos danos à saúde mental em todas as classes sociais. O isolamento apresenta um risco de morbidade social e emocional desproporcional ao papel das crianças como transmissores do vírus”, finaliza.

Sobre o Colégio Positivo
O Colégio Positivo compreende oito unidades na cidade de Curitiba, onde nasceu e desenvolveu o modelo de ensino levado a todo o país e ao exterior. O Colégio Positivo – Júnior, o Colégio Positivo – Jardim Ambiental, o Colégio Positivo – Ângelo Sampaio, o Colégio Positivo – Hauer, o Colégio Positivo – Internacional, o Colégio Positivo – Água Verde, o Colégio Positivo – Boa Vista e o Colégio Positivo – Batel atendem alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio, sempre combinando tecnologia aplicada à Educação, material didático atualizado e professores qualificados, com o compromisso de formar cidadãos conscientes e solidários. Em 2016, o grupo chegou em Santa Catarina – onde hoje fica o Colégio Positivo – Joinville e o Colégio Positivo – Joinville Jr. Em 2017, foi incorporado ao grupo o Colégio Positivo – Santa Maria, em Londrina (PR). Em 2018, o Positivo chegou a Ponta Grossa (PR), onde hoje está o Colégio Positivo – Master. Em 2019, somaram-se ao Grupo duas unidades da escola Passo Certo, em Cascavel (PR), e o Colégio Semeador, em Foz do Iguaçu (PR). Com a aquisição do Colégio Vila Olímpia, em Florianópolis (SC), o Colégio Positivo passa a contar com 16 unidades de ensino, em sete cidades, no Sul do Brasil, que atendem, juntas, aproximadamente 15 mil alunos desde a Educação Infantil ao Ensino Pré-Vestibular.

Central Press

Imagem de free stock photos from www.picjumbo.com por Pixabay