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Roupas sem gênero são tendência na moda infantil

Roupas sem gênero são tendência na moda infantil

Friday, 16 de November de 2018
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Objetivo das peças é desconstruir estereótipos e pode ser utilizada por todas as crianças

A diversidade de gênero e a inclusão são um assunto presente no ambiente corporativo, nas discussões cotidianas e também no mundo da moda. O movimento das roupas sem gênero, ou genderless, é proveniente de uma série de padrões estabelecidos pela cultura e pela sociedade sobre o modo como os homens e as mulheres devem se vestir. Se você começar a analisar, perceberá que as cores, por exemplo, atualmente, são distintas para cada gênero. O rosa para as mulheres e o azul para os homens.

O mesmo se aplica no caso das crianças, com roupas e brinquedos ditos masculinos ou femininos. Se uma menina é vista com tênis de skatista e camisetas de banda de rock, ao invés de roupas com estampas delicadas, isso automaticamente causa estranheza em boa parte da sociedade. Até mesmo crocs, calça jeans e moletons, peças teoricamente utilizadas por ambos os gêneros, são mais associadas a um contexto masculino.

Roupas sem gênero são tendência na moda infantil

Foto: Divulgação

As marcas que apostam nesse mercado também passaram a produzir roupas para o mundo infantil. Como já foi dito, o objetivo principal é criar peças neutras e que não incentivem o uso de cores predeterminadas para meninos e meninas. Não se trata de uma imposição, como muitos podem pensar. As roupas rosas e azuis continuarão existindo. O principal mote do movimento é deixar a criança decidir o que ela quer usar, sem que isso seja imposto para ela.

Os tons coloridos e as roupas mais soltas são a marca das vestimentas produzidas pelas marcas infantis sem gênero. Elas pretendem mostrar que os padrões estéticos não ditam como as meninas e os meninos devem agir. O que deve guiar a escolha de uma roupa é o seu desejo pela peça. Para incentivar o uso das roupas sem gênero, são produzidas peças com estampas de personagens famosas do mundo infantil. Os produtos são feitos para bebês e crianças.

Surgimento da roupa sem gênero

O conceito não é propriamente novo. Alguns povos da antiguidade clássica e do Oriente Médio já tinham roupas para homens e mulheres. Naquele período, saias e vestidos poderiam ser utilizados pelos dois gêneros. Até mesmo no mundo da moda essa tendência já tinha sido experimentada. Na década de 1920, a popular estilista Coco Chanel se aventurou na criação de roupas para mulheres a partir de peças masculinas.

A diferença desses momentos é o contexto social. Agora, o objetivo principal é se livrar dos preconceitos e do binarismo de gênero. Desde 2015, as passarelas estão inundadas de roupas que podem ser utilizadas, basicamente, por quem quiser. Artistas e modelos ao redor de todo o mundo passaram a encampar essa ideia, como é o caso de Jaden Smith, que estreou um comercial feminino da grife Louis Vuitton.

Fonte: Divulgação