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Qual o papel que você exerce na sua empresa? Qual o papel que você exerce na sua empresa?

Qual o papel que você exerce na sua empresa?

Tuesday, 29 de March de 2016
Categoria: noticia

Certas pessoas são protagonistas, enquanto outras coadjuvantes,
figurantes ou antagonistas

Alguns dias atrás escrevi, neste mesmo espaço, um texto com
o sugestivo título “Convite ao protagonismo”, no qual defendi a importância de
atuarmos como verdadeiros faróis das nossas empresas, ainda mais nesse ano em
que líderes de todos os segmentos estão com os holofotes permanentemente
voltados para si e precisam mostrar a que vieram.

Hoje, quero propor uma abordagem complementar. Conversar com
você sobre os papéis que todo gestor acaba assumindo quando não é o tipo de
condutor seguro que a sua empresa precisa.

Alguns gestores agem como coadjuvantes. Mesmo tendo a incumbência
de tomar as decisões, ficam aguardando que alguém lhes diga o que fazer.
Inseguros, necessitam do apoio ou orientação de terceiros sempre que se deparam
com algum tipo de encruzilhada no trabalho. Com medo de errar, permanecem
apequenados e sem disposição de correr riscos que são próprios da posição que
ocupam.

Temos também os figurantes. Se você acompanha o trabalho
deles de longe, tem a impressão de que possuem um certo grau de importância na
organização, mas quando chega perto logo vê que são apenas parte da multidão,
compondo o cenário. Caso daquelas pessoas que têm um cargo pomposo na estrutura
organizacional, mas autonomia próxima a zero para tomar decisões.

E é claro, não podemos esquecer dos antagonistas, aqueles
dirigentes que um dia tentaram ser protagonistas, sofreram resistências e por
isso agora preferem fazer o “jogo do mal”, atuando contra o próprio patrimônio.
Postura típica de quem cria intrigas, adora fazer politicagem nos bastidores e
age motivado apenas por seus projetos pessoais. Quem joga gasolina pelo
ambiente quando alguém anuncia que existe um sinal de fumaça no ar.

Na prática, muitas pessoas que agem como coadjuvantes,
figurantes ou antagonistas, não se veem assim. Continuam achando que são
protagonistas e é por isso que cometem os mesmos erros de sempre. Sofrem do
autoengano, pois ninguém lhes dá feedback ou então preferem recusar os
conselhos daqueles que se arriscam a mostrar que as coisas precisam ser
diferentes.

Mas, como fugir desses papéis inadequados se você precisa
assumir uma posição de protagonismo? Ou ainda, o que fazer se ninguém espera
que você esteja à frente das coisas, mas anseia mudar essa realidade de agora
em diante?

Antes de mais nada, construa uma boa reputação na companhia.
Uma pessoa com excelentes ideias, mas credibilidade zero, não é levada a sério
e suas recomendações acabam seguindo direto para o cesto do lixo.

Também procure estar sempre um passo à frente dos
acontecimentos, propondo iniciativas que venham ao encontro das prioridades da
empresa. Contudo, lembre-se de que se você estiver cinquenta passos à frente de
todo mundo, já não será visto pelas pessoas como um protagonista e sim um
mártir ou um louco varrido. Em palavras mais diretas: estará forçando a barra.

E, ao mesmo tempo, tenha uma clara noção dos limites da sua
competência. Muitas pessoas não são protagonistas no trabalho porque
simplesmente atuam ao lado de pessoas talentosíssimas. Uma coisa é ser o ator
principal de uma pequena empresa do interior e outra bem diferente é conquistar
tal status naquela organização de grande porte que reúne a nata do mercado.
Nesse último contexto, será que o seu potencial chegaria a tanto?

Milhões de pessoas exercem com louvor o papel de coadjuvantes
ou figurantes ao longo das suas carreiras e as empresas nas quais trabalham não
esperam que elas façam muito mais do que aquilo que já realizam. O problema é
que, em contrapartida, se a sua companhia está à deriva sem saber direito o que
fazer nesse momento e você tem a responsabilidade de conduzi-la, o vácuo da sua
liderança certamente está colocando tudo a perder. é hora de agir – e rápido.