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82% dos professores consideram que aulas à distância são insuficientes 82% dos professores consideram que aulas à distância são insuficientes

82% dos professores consideram que aulas à distância são insuficientes

Saturday, 05 de September de 2020
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Percepção negativa se dá pela falta de capacitação e tecnologia para educadores e alunos

82% dos professores consideram que aulas à distância são insuficientes

Divulgação

Passar de ano sem ter realmente uma boa experiência com os estudos é uma preocupação dos estudantes e pais de alunos da rede estadual e municipal de diversas partes do país que adotaram o sistema de aulas remotas desde o primeiro semestre de 2020 por conta da pandemia do novo coronavírus.

Professores também compartilham do pensamento de que as aulas remotas não são suficientes para o aprendizado – é o que diz a pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), em parceria com o Grupo de Estudos sobre Política Educacional e Trabalho Docente da Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG).

82% dos educadores que participaram do levantamento afirmam que o ensino remoto não substitui a reposição das aulas no modelo presencial. A grande queixa dos profissionais é a falta de estrutura e preparação, o que deixa a forma de passar o conteúdo ineficiente.

71% dos participantes afirmaram sentir dificuldade com o uso da tecnologia para lecionar à distância e 53,6% não receberam treinamento algum vindo das escolas para dar mais segurança e agilidade para aplicar as aulas satisfatoriamente. Além das dificuldades técnicas, o levantamento revelou que apenas um em cada três professores tem em casa os equipamentos necessários para o ensino pela internet.

Alunos também não têm estrutura para aulas

A suspensão das aulas presenciais afeta a preparação também de adultos que esperam para concursos de 2020, mas eles têm a oportunidade de retomar os estudos, já que parte dos certames também foi adiada. A maior preocupação é com os cerca de cinco milhões de crianças e adolescentes no Brasil que não têm acesso à internet, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) – o que representa 17% da população dessa faixa etária –, que terão de repetir o ano letivo.

Os professores percebem o déficit de tecnologia e afirmam que um em cada três de seus  alunos não dispõe dos materiais ideais para participar do ensino. Entre os que conseguem acessar as lições, foi percebido que um em cada cinco não tem autonomia suficiente para compreender a matéria sozinho e desenvolver os exercícios enviados a ele.

Esse cenário faz 45,8% dos docentes acreditarem que houve redução drástica no rendimento escolar durante o ano letivo de 2020 até agora. Apenas uma pequena parcela – 16% dos participantes – teve uma experiência positiva e relata que os resultados dos estudantes mediante as atividades em casa foram os mesmos, ou até melhores, do que em anos anteriores.

Fonte: Conversion