Menu LondrinaTur, portal de Londrina e norte do Paraná
Guias
Pandemia leva população ao “novo normal” Pandemia leva população ao “novo normal”

Pandemia leva população ao “novo normal”

Wednesday, 03 de June de 2020

Apesar de muitos acharem que a vida voltou ao ‘normal’ é preciso ter cuidado redobrado com as atividades cotidianas durante a pandemia do Coronavírus

Foto: Emerson Dias

A vida mudou, o comércio abriu, as igrejas voltaram a receber os fiéis, mas tudo com regras de higiene, distanciamento social e muitas dúvidas sobre a pandemia que está ocorrendo. Afinal, o que passou a ser chamado de novo “normal”? O que podemos ou não fazer para evitar uma proliferação simultânea e em massa da doença? Por que o isolamento social é tão importante? Para tentar esclarecer essas dúvidas e orientar o cidadão sobre o que deve ou não ser feito durante esse período com o  novo Coronavírus, o Núcleo de Comunicação da Prefeitura de Londrina elaborou um texto sobre o tema.

A doença transmitida pelo novo Coronavírus chama-se COVID-19, que é a sigla para CoronaVírus Disease–19. Ela causa uma infecção respiratória que gera tosse, febre, coriza, dor de garganta, dificuldades para respirar, perda de olfato e paladar,  e pode chegar a uma pneumonia severa. Podendo ser também assintomática, ou seja, não ter sintomas nenhum. Por ser uma doença respiratória, transmite-se por meio das gotículas de saliva que saem da boca pela fala, espirro, tosse ou por secreções como o catarro.

O médico infectologista da Prefeitura de Londrina, Fábio Guedes Crespo, explicou que, em média, por hora, uma pessoa leva as mãos ao rosto cerca de 20 vezes sem perceber. Com isso, se a pessoa contaminada tocar o próprio rosto, em especial, o nariz ou a boca, poderá encostar em objetos diversos e contaminá-los sem perceber. Por isso, maçanetas de porta, chaves de casa e de carro, botões de elevadores, celular, computadores e até canetas podem conter o vírus.

Foto: Arquivo

Isso faz com que o novo “normal” leve consigo uma lista de medidas preventivas. Entre as mais recomendadas mundialmente estão a higienização correta e constante das mãos e de objetos utilizados no dia a dia; o uso de máscaras protegendo o nariz e a boca e, o isolamento e o distanciamento social.

Higienização das mãos e objetos – Lavar as mãos com água e sabão com frequência ajuda a eliminar os vírus e bactérias, assim como limpar os objetos e locais mais tocados com álcool líquido a 70% ou desinfetante. Na impossibilidade de lavar as mãos, limpá-las com álcool em gel 70% também é recomendado.

Distanciamento – O distanciamento entre as pessoas é recomendado, porque reduz a distância que as gotículas de saliva, chamadas de aerossóis, podem percorrer levando o vírus. A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 1,5 a 2 metros de distância entre um indivíduo e outro.

Foto: Emerson Dias

Uso de máscara – Quando unido o distanciamento ao uso de máscaras, a proteção é bem maior. Segundo o estudo multicêntrico realizado por cientistas da França, Inglaterra, Estados Unidos e da China, e apresentado em abril, nações onde a população usou máscaras apresentaram um crescimento de casos de COVID-19 mais suave se comparado com outros locais que não fizeram o mesmo. Além disso, quando duas pessoas estão conversando sem usar a máscara e uma delas está contaminada existe 70% de chances de a outra se infectar também. Já quando ambos utilizam a proteção na boca e no nariz, esse índice despenca para 5% de chances de contágio.

Isolamento social – O isolamento social é uma tentativa de diminuir a circulação das pessoas nos mesmos horários e locais, e assim conseguir diminuir os riscos de contágio. Caso um número muito grande de pessoas seja infectado simultaneamente, o sistema de saúde não suportará tamanha demanda e não haverá aparelhos, leitos e profissionais de saúde suficientes para atender todos os pacientes ao mesmo tempo, assim como ocorreu, por exemplo, em países como a Itália. Por isso, os gestores públicos aplicam medidas como o fechamento de estabelecimentos e do comércio.

O infectologista do município esclareceu que a COVID-19 tem relação direta com a densidade demográfica e com o comportamento social. Isso significa que quanto mais pessoas juntas (sejam aglomeradas em filas ou em locais fechados) e sem as devidas medidas de higiene e de proteção pessoal (higiene das mãos e uso de máscaras) maiores serão as chances de se contaminar.  “No momento atual, não sabemos exatamente quantas pessoas foram infectadas, porque estão aumentando os números de novos casos e tem cidades onde a porcentagem de contaminados gira em torno de 3 a 5% da população e, em outras, já chegou a 20%. Devido ao comportamento e a densidade demográfica temos situações totalmente diferentes. Por isso, precisamos manter os cuidados. É uma situação que não sabemos até quando durará e costumo dizer que vamos conviver endemicamente com essa doença, regulando as medidas de acordo com o comportamento social e os índices de infecção”, explicou o médico.

Foto: Arquivo

Quais cuidados tomar? Para ajudar quem não sabe como agir diante dessa nova realidade e tendo em vista que Londrina é uma das cidades mais verticalizadas do Brasil (sendo a 6ª cidade brasileira em número de edifícios acima de 12 pavimentos de acordo com Pesquisa de Avaliação do Potencial do Mercado Construtor) listamos algumas recomendações.

Em prédios comerciais e residenciais é comum o uso de elevadores. Durante a pandemia e nos próximos meses é recomendado que estes espaços sejam higienizados com mais frequência, principalmente os botões. O infectologista da Prefeitura sugere que os edifícios instalem suportes de álcool em gel 70% ao lado dos botões, para que as pessoas possam limpar as mãos logo após apertarem um deles. Outra recomendação é que sejam instalados esse suportes de álcool em gel próximos às lixeiras dos condomínios, visto que os moradores precisam pegar nas mesmas superfícies para descartar corretamente o lixo.

Também não está permitido o uso de áreas comuns para a realização de toda e qualquer atividade, comemoração ou evento social ou recreativo, como playground, brinquedoteca, churrasqueiras, piscina e academias.  Isso porque, segundo Crespo, o perigo está na aglomeração que eles podem gerar e na dificuldade de mantê-los higienizados logo após o uso. As piscinas, por exemplo, devido ao cloro eliminam os vírus, porém aqueles que forem utilizá-las em condomínios precisarão passar por um vestiário, poderão vir a sentar em cadeiras e tocar em mesas instaladas no local, assim como se segurar nas escadas para descer os degraus da piscina. Se alguém estiver contaminado sem saber poderá infectar outros usuários.

O mesmo acontece com o playground, onde as crianças costumam tocar em vários brinquedos, diversas vezes, e colocar as mãos na boca, vindo a se contaminar facilmente. Já os espaços para a prática de atividade física são arriscados, pois ao fazer esforço físico, como corridas ou mesmo outros exercícios aeróbicos e falar, por exemplo, é normal expelir gotículas de saliva pelo ambiente, facilitando a contaminação daqueles que estiverem próximos. De qualquer maneira, todos devem seguir os decretos municipais e estaduais que obrigam o uso de máscara facial para proteção individual. Assim como utilizar outras medidas protetivas, como sair de casa apenas para o necessário, não gerar aglomeração, evitar abraços, beijos e apertos de mão, não frequentar espaços proibidos como áreas de caminhada, parques e lagos, ou ainda playground e churrasqueiras.

“Talvez seja possível a utilização desses espaços no futuro, quando houver mais de 60% de contágio na população. Antes disso, a vida não voltou ao normal e a onda de contágios ainda não acabou, por isso todos precisam tomar os devidos cuidados”, lembrou o médico. Portanto, com a nova realidade imposta pelo novo Coronavírus é dever de todos colocar em prática essas medidas preventivas, que ajudam a própria saúde e a dos demais, e exercer seu papel de cidadão ao seguir as regras impostas para o melhor convívio social.

Fonte: N.Com