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FILO encerra a 43° edição com 100 apresentações pela cidade FILO encerra a 43° edição com 100 apresentações pela cidade

FILO encerra a 43° edição com 100 apresentações pela cidade

Wednesday, 29 de June de 2011
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Chegou ao fim a edição dos 43 anos do Festival Internacional de Londrina. Teatro Ouro Verde lotado para a última apresentação da Companhia de Dança Deborah Colker, enquanto Maria Alice Vergueiro e o Grupo Pândega também se despediam do público no Teatro FILO, encerrando um ciclo que proporcionou a Londrina uma centena de apresentações artísticas durante 17 dias. Ao concluir mais esta etapa, a organização do Festival já trabalha a próxima: a preparação do FILO 2012.

Este ano, o publico riu, se emocionou, refletiu, cantou e aplaudiu grandes atrações que marcaram passagem pelo Norte do Paraná este ano, em exatas 100 apresentações. Atuações de destaque, produções surpreendentes, a magia e o encanto da arte em suas mais variadas formas. A programação do FILO 2011 deixa um importante registro na extensa e consistente trajetória do Festival.

Espetáculos

Os 50 espetáculos da grade propiciaram um passeio por experimentações e tendências, pela vanguarda das artes cênicas, numa viagem a 12 países e a várias partes do Brasil. Londrina teve uma amostra da produção cênica da Alemanha, Itália, França, Portugal, Bélgica, Espanha, Finlândia, Uruguai, Chile, Argentina e da China, numa coprodução com a Suíça.

A cidade assistiu a montagens aclamadas nos palcos brasileiros e revelações da cena nacional, em espetáculos vindos de 12 cidades de oito estados brasileiros. Também reencontrou a produção local em um panorama do que é produzido em artes cênicas no berço do FILO, com 15 espetáculos nas mais variadas linguagens: teatro, dança, circo, artes visuais, clowns e música.

Salas de teatro, centros e vilas culturais, barracões e cinemas adaptados foram preparados para receber as montagens. Pelas ruas, praças, parques e outros espaços abertos circularam espetáculos de Caxias do Sul (RS), Londrina, Maringá e Natal (RN), num total de 15 apresentações que encantaram plateias formadas por todas as idades. O gramado do Zerão, que abrigou o espetáculo ?Ricardo III?, do Clowns de Shakespeare, foi um dos mais belos cenários que já acolheram a montagem, segundo relato do próprio grupo.

Além das centenas de atores, bailarinos, diretores, técnicos, produtores e palestrantes, o Festival recebeu, ao longo de mais de duas semanas de atividades, espectadores e estudantes de várias cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul ? além dos já tradicionais grupos formados nos municípios vizinhos ? que se deslocaram até Londrina para acompanhar de perto a programação de espetáculos e oficinas.

Turismo Cultural

É o FILO fomentando o turismo cultural. E também a economia local, com a injeção de recursos nos setores de hotelaria, gastronomia, comércio, vida noturna, comunicação, mídia e diversos outros. Estudo do Sebrae e de outros órgãos ligados ao turismo aponta que um evento como o FILO mobiliza mais de 50 segmentos da economia. Durante o Festival, hotéis, restaurantes, lanchonetes e bares que atendem os participantes e o público do Filo ampliam em 20% o quadro de funcionários para dar conta da demanda.

?O Festival movimentou a cidade em vários aspectos. Além do fator econômico, também notamos a ampliação do perfil do público nos espetáculos. Percebemos a presença de muita gente nova. É a cidade se envolvendo com o FILO ainda mais, a cada ano?, destaca o diretor do Festival, Luiz Bertipaglia.

Agenda concorrida

FILO é diversão, reflexão e também formação. O recorde de inscrições nas Atividades Formativas demonstrou isso, com o substancial aumento na procura pelas cinco oficinas – foram 500 candidatos às vagas ofertadas. A série de bate-papos, conferências, lançamento de livro e demonstração de trabalho possibilitou o acesso gratuito a uma importante ferramenta de aperfeiçoamento profissional, troca de experiências e formação de público. O FILO é um dos poucos eventos do gênero no Brasil a manter uma vasta programação formativa.

Nos projetos socioculturais, que objetivam trabalhar a inclusão, o Festival desenvolveu outras cinco oficinas de dança, música, teatro de mamulengos e de sombras. Este ano, participaram alunos e membros do Instituto Londrinense de Educação de Surdos (ILES), Universidade Aberta à Terceira Idade (Unati) da UEL, Instituto Londrinense de Instrução e Trabalho para Cegos (ILITC), Centro de Produtores Independentes de Arte e Cultura (Cepiac) e Associação dos Deficientes Visuais de Londrina e Região (Adevilon). Os resultados das experiências foram compartilhados com o público ao final dos trabalhos.

Cabaré
O retorno Cabaré à programação do FILO trouxe de volta também o reencontro da cidade com grandes nomes da música brasileira. O Festival ocupou um antigo barracão do Instituto Brasileiro do Café (IBC) para transformá-lo no Cabaré 2011 ? palco para apresentações de Max de Castro e Simoninha no Baile do Simonal; Martinho da Vila e filhos no show ?Lambendo a Cria?; Nando Reis e Os Infernais no concorridíssimo ?Bailão do Ruivão?; do Tremendão Erasmo Carlos com ?Rock and Roll?; de Eduardo Dussek, com toda a irreverência de seu show com a Copacabanda, e Arnaldo Antunes, para fechar a programação musical com ?Ao Vivo, Lá de Casa?? ou do Cabaré.

Com o objetivo de aproximar ainda mais a cidade do Festival e facilitar o acesso das pessoas a salas de espetáculos e shows, o FILO abriu sua bilheteria a preços promocionais nos cinco primeiros dias. ?Isso possibilitou ainda que a grande maioria dos espectadores tivesse descontos no valor total do ingresso. O resultado foram salas lotadas em grande parte das apresentações, um presente também para os artistas?, analisa o diretor. Mas, ao final, os aplausos vão mesmo para o público.

Fonte: Assessoria  FILO