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Entenda como a falta de educação financeira impacta os brasileiros Entenda como a falta de educação financeira impacta os brasileiros

Entenda como a falta de educação financeira impacta os brasileiros

Wednesday, 27 de April de 2022
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Crédito: Freepik

Existem poucas certezas na vida, uma delas é a de que a educação muda vidas. Independentemente do aspecto, aprender é a chave para o sucesso e leva quem estiver obtendo informações a um patamar próspero, principalmente falando de educação financeira.

A educação financeira é uma matéria que não é ensinada nas escolas, mas acaba sendo altamente cobrada pela vida adulta. Afinal, o trabalho gera dinheiro, do qual precisa ser investido e utilizado conscientemente, uma ação impossível se não a entender.

Por isso, o investimento em um curso de gestão financeira ead pode ser a solução mais plausível. Contudo, antes de mais nada, deve-se compreender como a educação financeira impacta na vida do brasileiro, ou melhor, quais são os resultados da falta dela.

Quer saber mais? Continue lendo.

O que é educação financeira?

Antes de entender a situação do Brasil em relação ao analfabetismo financeiro, é necessário compreender exatamente o que falta: a educação financeira eficiente e incentivada desde os primeiros anos de consciência monetária.

A educação financeira nada mais é do que uma série de informações e aptidões, das quais são ensinadas e treinadas, desenvolvidas para que o indivíduo enxergue as transações monetárias como investimentos em diferentes áreas da vida cotidiana.

Por exemplo, não somente contar dinheiro e como separar os gastos para pagar as contas (apesar de também estar incluído nas aptidões financeiras necessárias), à educação em finanças fica a tarefa de gerar consciência da moeda como solução e não dor de cabeça.

Um curso tecnico de gestão financeira incentiva a análise de gastos, fazendo um balanço entre o salário e pagamento recebido, em comparação com os gastos essenciais, supérfluos e capital disponível para poupar ou investir.

Alguém com uma educação financeira em dia consegue administrar as finanças eficientemente. Contudo, é injusto cobrar esse tipo de informação e formação de quem nunca obteve qualquer apoio educacional e vive com cada centavo contado e destinado.

Conforme explicado na faculdade de gestão de pessoas o que faz a vida financeira ser mais tranquila, é justamente a disponibilidade de capital para isso.

Num país culminado pela desigualdade social, no qual o desemprego tem altas taxas, o salário mínimo não cobre todas as necessidades e não há incentivo educacional, dificilmente se obterá grandes evoluções sem mudanças nestes paradigmas.

Qual a importância da educação financeira?

Pensando justamente nessa discrepância educacional, entra a importância da instrução financeira para quem consegue viver de forma confortável dentro das condições de vida média.

Pensando nas necessidades financeiras da classe média, há a possibilidade de analisar com maior tranquilidade o destino do dinheiro recebido e quais poderiam ser os “ralos financeiros” da renda familiar total.

Uma família que estuda os próprios gastos e os controla com maior facilidade, acaba observando mais eficientemente os quatro pontos chave da situação financeira:

  • Essenciais;
  • Médios;
  • Investimentos;
  • Supérfluos.

 

Os gastos essenciais são as contas mensais, os valores pagos com alimentos no mercado, entre outras necessidades básicas.

O dinheiro deixado no intermediário é o utilizado para pagar necessidades periódicas e das quais nem sempre estão presentes no cotidiano, como compra de calçados e roupas, uniforme escolar, entre outros.

Os investimentos estão relacionados não somente ao Mercado de Ações e à poupança, mas também à educação. Logo, um curso gestão de marketing e vendas se enquadra nesta categoria.

Por fim, os supérfluos absorvem o dinheiro em gastos que não são necessidades básicas, investimentos ou intermediários, dos quais poderiam ter sido colocados em outras áreas financeiras. Apesar disso, essa não é necessariamente uma categoria ruim, se souber como administrá-la.

No fim, a educação financeira é de suma importância para evitar que todos os gastos mencionados saiam do controle, gerando altas taxas de inadimplência entre os cidadãos.

Isso se refere tanto ao pessoal, quanto ao profissional, pois muitos brasileiros são empreendedores e uma gestao financeira startup estuda como gerar lucros maiores, administrando desde os investimentos iniciais.

Como a falta de educação financeira impacta na vida dos brasileiros?

Entendendo com maior propriedade o que é e a importância da educação financeira, chegamos então no ponto principal para esta matéria: onde o Brasil se encontra nesta discussão.

Historicamente, o Brasil passou por cerca de 9 moedas diferentes em 50 anos, a instabilidade financeira nacional gerou uma inflação de 330% durante a década de 1980 e o desincentivo ao investimento monetário após o Plano Collor.

Apesar de estarmos atualmente convivendo com um processo inflacionário alto se comparado a 10 anos atrás, ainda assim as taxas de inflação continuam relativamente estabilizadas, o Real é uma moeda valorizada e há áreas para investimento capital.

Contudo, pelo contexto histórico e a deficiência educacional (um problema nacional mais velho do que a capital do País), muitos acabam não entendendo como administrar as próprias finanças ponderadamente e de forma imparcial.

Apesar de muitos dos jovens adultos integrando o mercado de trabalho hoje não terem vivido as crises econômicas dos anos de 1980 e 1990, os pais deles viveram e convivem com o medo de investir numa poupança e terem os investimentos congelados novamente.

Um país com um histórico econômico tão abalado, acaba tendo índices altos do que podemos chamar de “estresse pós-traumático” relacionado a instabilidade financeira da própria nação, quiçá dentro da própria casa e provendo para si e para a família.

O reflexo dessa desinformação em relação à economia nacional e falta de instrução ou ead gestão financeira, está justamente no analfabetismo financeiro.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) em 2018, o Brasil está na 17ª posição entre 20 países que tiveram a competência financeira analisada. Isso comprova que o brasileiro não sabe administrar o próprio dinheiro.

O impacto dessa desinformação é comprovado quando observados os altos índices de endividados no Brasil. Nos últimos anos, com o aumento nos preços e reajustes ínfimos nos salários, muitos brasileiros entraram para a porcentagem de inadimplentes.

Essa falta de educação financeira, um traço cultural triste no Brasil, acaba impedindo que haja investimentos em áreas importantes para o crescimento nacional, isto é, na formação acadêmica.

Então, se uma pessoa pretende investir em um curso tecnólogo de gestão de pessoas a distância, mas não consegue manter as contas em dia, dificilmente se arriscará a sujar ainda mais o nome.

Quais as consequências da falta de educação financeira para a sociedade?

A economia funciona como um organismo, logo, para que uma parte se sobressaia as outras precisam crescer também. Se o Brasil não possui uma cultura de educação financeira e possui um alto índice de inadimplentes, isso afeta a América Latina.

Desta forma, nacionalmente, a falta de investimentos em conhecimento acerca de como controlar as próprias finanças pode afetar como todo um continente é visto perante outras nações.

Isso acontece porque os investimentos funcionam como uma cascata: um país recebe investimentos numa determinada indústria, da qual investe em outro segmento que o auxilia a aprimorar a própria economia e assim segue, até chegar no trabalhador final.

Quando se trata de educação financeira pessoal, o discurso é muito semelhante. Uma empresa de gestão de marketing e comunicação contrata uma pessoa, logo ela está investindo em mão de obra para gerar lucros e assim pagar o labor.

A consequência da falta de educação financeira está justamente na inabilidade de obter lucros pelo investimento. O trabalhador precisa viver com aquele salário e possuir um bom desempenho no trabalho e gerar o lucro que irá o pagar.

Sem entender como administrar as próprias finanças, o trabalhador acabará entrando no índice de endividados, o que os esgota e torna o desempenho cada vez menor, pois o estresse gera esgotamento.

A educação financeira cortaria o mal pela raiz, pois impediria que o estresse e esgotamento chegassem, a partir do momento que a pessoa não chegaria no endividamento por conseguir administrar os próprios recursos eficientemente.

Inclusive, é comprovado que países com os menores índices de educação financeira também são os com maiores taxas de criminalidade.

Benefícios da educação financeira

A educação financeira é de suma importância, logo podemos destacar que alguns de seus principais benefícios incluem:

  • Ensino básico de como investir e poupar;
  • Lições de como administrar o próprio dinheiro;
  • Destaca a importância do planejamento financeiro desde cedo;
  • Crescimento econômico coletivo;
  • Menores índices de colaboradores e cidadãos esgotados.

 

Tudo isso reflete o resultado de como a educação como um todo é percebida e valorizada. O maior investimento que um país pode fazer é justamente nas próprias pessoas e isso só acontece quando há a valorização dos esforços acadêmicos.

Invista em uma educação financeira de qualidade e observe como se torna menos complicado prosperar e, além disso, ajudar outros a crescerem com você. Assim como a queda é um efeito cascata, a evolução também pode ser.

Conteúdo originalmente desenvolvido pela equipe do blog It Business Fórum, site voltado para a veiculação de conteúdos relevantes sobre negócios, startups e estratégias para pequenas, médias e grandes empresas.