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do sofá da minha casa do sofá da minha casa

do sofá da minha casa

Friday, 10 de April de 2015
Categoria: noticia

o homem é a teoria do caos da sociedade moderna. alguém bate a asa numa rede social “markeana” por aí, e outro individuo, feito em ondas climáticas, regaça em palavras um tufão do outro lado do mundo.

vamos lá, filho, bata com força neste saco de pancadas. vamos. perna direita para trás, esquerda para frente. firme. aperte estas luvas, segure bem este peito. gingando, vai, gingando. proteja o rosto com a esquerda. arme o golpe com a direita. esta saco de areia se chama “vida”.

ficar velho, eu estava pensando sobre isto ontem na cama. deitado e quase entregue ao sono, me arrebentou na mente, tal pensamento. as funções do corpo se irem, a força física começar a se esgotar. todos morreremos um dia. todos acabaremos, mas acho que a pior parte de morrer é ficar velho, é ver-se obrigado a sentar, com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando a morte chegar. 
há sim aqueles chazinhos, cremes, dietinhas rigorosas, legumes que previnem câncer, tomate que protege a próstata, remédios que retardam um segundo da vida, no entanto, o corpo sempre, sempre mesmo diz: “chega”. e aí tive um leve desespero e então peguei no sono.

a antipatia à serviço da genialidade:
acompanhei, opcionalmente e muito bem escolhido, o lollapalooza via multishow e esparramado no sofá, como um carrapato acoplado ao coro do boi. não foi um acompanhar afinco, teve variações de canais, cochiladas, montadas de legos com meu menino, zion, além de algumas desligadas. mas creio que vi o colostro, a nata, o rebu do festival.

não sou chegado a show. parar para assistir os “lives” da vida, porém gosto de me atualizar no que acontece por aí.

quando vejo shows como do “alt-j”, me pergunto se a antipatia está prevista no set da banda. minutos antes de entrar no palco, eles deram entrevista ao beto lee, repórter biqueiro do canal, e parecia que o saco dos compadres do velho continente estava bem cheio, começando pelo ponto do entrevistador dizer: “olá” e os integrantes apenas fazerem um gesto com a cabeça.

há uma áurea, uma redoma evocada no novo segmento pop-rock-indie-bossa-mundial; quanto menos simpático, mais a sua “genialidade” será propagada por seus fãs. no brasil, marcelo camelo, mombojó e companhia ltda já se encarregaram de tal destreza.

mas alto lá, muchachos! não estou tirando aqui a beleza lapidada de uma música ou outra que emana dos mesmos. porém, o que parece é que a vidraça brindada está cada vez mais latente disfarçada de “apenas estou canalizando meus sentimentos, vocês veneram por opção”.