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Cuidados especiais no inverno garantem saúde para os pets Cuidados especiais no inverno garantem saúde para os pets

Cuidados especiais no inverno garantem saúde para os pets

Tuesday, 14 de July de 2015
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Assim como as pessoas, os animais também sentem a chegada do inverno e a queda nas temperaturas favorece o surgimento de várias doenças que afetam cães e gatos. Por isso é importante ficar atento aos sintomas e principalmente, às medidas de prevenção e cuidados que garantem a saúde do seu animal de estimação.

De acordo com o professor Weslem Suhett, do curso de Medicina Veterinária da Unopar, no inverno os índices de cinomose aumentam porque a circulação viral é maior. Outras doenças comuns nesta época do ano é a tosse dos canis, as coronavisores e o complexo respiratório felino. A tosse dos canis é uma inflamação da traqueia e dos brônquios provocada pela associação de vírus e bactéria que podem ocorrer isolados ou associados; alguns cães contraem apenas o vírus, outros a bactéria e outros os dois agentes infecciosos. Assim, se o animal apresentar uma tosse seca, que é o sintoma mais comum desta doença, é melhor levá-lo ao veterinário. O complexo respiratório felino é uma doença infecciosa que parece muito com a gripe humana. O animal fica com as vias aéreas muito congestionadas, não consegue engolir a própria saliva, desidrata facilmente e fica muito debilitado. “Todas essas doenças têm vacina e indicamos reforços anuais, a serem feitos sempre antes da chegada do frio”, aconselha o professor.

Os cuidados com a alimentação não mudam muito no inverno, mas a dieta pode ser mais rica em lipídios. Uma boa fonte de lipídios são as castanhas e amêndoas, que podem ser trituradas e misturadas com a refeição.

Cães e gatos têm temperaturas corporais mais altas do que os humanos, mas os gatos são mais sensíveis ao frio do que os cães. A pelagem e a capa de gordura que eles têm sob a pele também funcionam como isolantes térmicos. Por isso as raças de pelo longo se adaptam melhor em lugares de clima frio. No entanto, existem algumas doenças que predispõem os animais a sentir mais frio, como o hipotireoidismo. Com a chegada do inverno as tosas devem ser suspensas ou alteradas.  “Cães e gatos não precisam tomar banho, isso não faz parte da higiene natural dos animais. No entanto, se não forem exagerados, os banhos não causam problemas”, indica o professor Weslem. Ele alerta para alguns cuidados: “No frio os animais desenvolvem mais otites e por isso não se deve deixar entrar água no ouvido. Além disso, não se deve usar água muito quente nem gelada e sempre procurar deixar o animal o mais seco possível e num local aquecido até que ele termine de secar”. Para aqueles que dormem fora de casa é preciso providenciar um abrigo que proteja do frio e da chuva. Outra dica do veterinário é a escovação: “Escovar é bom para cães e gatos, mesmo os de pelo curto; é uma maneira de estimular a circulação e o crescimento de novos pelos”, ensina.  “Além disso, a escovação é um ato de carinho. As mães lambem os filhotes e essa sensação fica na memória deles; ao serem escovados, eles associam essa sensação ao mesmo prazer de serem lambidos pelas mães, na infância”, ensina.

Cães acostumados a passear precisam manter essa atividade física no inverno. O principal cuidado ao sair com eles é evitar contato direto com outros animais, principalmente de rua. “A maioria das doenças infecciosas que citamos é transmitida por contato direto, por isso, mesmo se o animal for vacinado é melhor mantê-lo longe de cães e gatos desconhecidos”, diz Weslem.

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