Menu LondrinaTur, portal de Londrina e norte do Paraná
Guias
Como os vinhos importados chegam até sua casa? Como os vinhos importados chegam até sua casa?

Como os vinhos importados chegam até sua casa?

Monday, 05 de October de 2020
Categoria:

Consumo dos brasileiros aumentou durante a pandemia. Especialista aponta os cuidados com a importação, liderada pelos atacadistas e empresas de e-commerce

Ilustrativa

A pandemia abalou muitos setores da economia, mas também trouxe um saldo positivo para alguns segmentos. É o caso da venda e importação de vinhos que, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, praticamente dobrou entre abril e agosto deste ano (de US$ 21,2 milhões para US$ 40,4 milhões). Na comparação entre os primeiros trimestres de 2019 e 2020, o consumo de vinho nas casas brasileiras cresceu 10,9%, revela um levantamento da Ideal Consulting – empresa especializada em pesquisa de mercado.

O aumento nas importações é liderado por atacadistas e empresas de vendas online. “Devido às altas exigências legais e de qualidade, os atacadistas especializados em vinhos são as empresas que mais importam, distribuindo para supermercados e adegas que atuam no varejo e atendem o consumidor final. Já as empresas que atuam por e-commerce de vinhos já figuram entre os maiores importadores de vinhos do Brasil, e têm ganhado ainda mais espaço dentro do período de isolamento social”, afirma Paulo Henrique Glislere, supervisor de operações de importação e especialista em importação de bebidas do Grupo Pinho, um dos líderes brasileiros na gestão de logística internacional.

Chilenos e argentinos

Os vinhos mais importados pelos brasileiros vêm dos parceiros na América do Sul, liderados pelo Chile e pela Argentina: em 2019, mais da metade dos vinhos que cruzaram as fronteiras do Brasil vieram destes dois países. Na sequência, estão Portugal, França, Itália e Espanha, totalizando mais 40% do total de vinhos importados no ano.

“Praticamente todos os vinhos (98%) são transportados por navios, ou por carretas através das fronteiras. Nos últimos cinco anos, os principais pontos de entrada foram o Porto de Santos, em São Paulo, e a região de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul”, ressalta.

Exigências legais

Devido ao consumo humano, o que envolve diretamente a saúde e a segurança do consumidor brasileiro, as exigências de qualidade para importação de vinhos são altas. “O produto precisa passar por análise no país de origem, e sua comercialização só é autorizada depois de nova análise e certificação no Brasil, por laboratório credenciado e autorizado pelo Ministério da Agricultura. A comercialização ocorre apenas se forem atendidos todos os requisitos e parâmetros de qualidade, bem como sua rotulagem de acordo com as normas nacionais”, explica Glislere.

Além disso, existem variáveis envolvidas na classificação usada pela importação e comércio de vinhos no Brasil e no mundo, como o tipo da uva, o teor de açúcar e a cor. “O tipo do vinho varia principalmente pela graduação alcoólica, matérias primas e espécie de uva utilizada, além das variações no processo de produção da bebida. Os vinhos também são classificados por sua cor e pelo teor de açúcar, sendo eles branco, rosé e tinto; seco, demi-seco e suave.”

As operações de importação de vinhos são bastante complexas tanto pelos aspectos burocráticos quando no que diz respeito à tributação, o que tem aumentado também a demanda pelos serviços das empresas especializadas em gestão logística e aduaneira. A Academia Pinho, braço educacional do Grupo Pinho, lança nas próximas semanas um curso online sobre o assunto para que profissionais das importadoras de vinho possam comprar e receber com mais segurança o produto que vão entregar aos consumidores.

Gráfico sobre o valor total de vinhos importados mostra o crescimento dos registros entre abril e julho de 2020. Fonte: Logcomex

Sobre a Pinho

A Pinho oferece soluções logísticas com inteligência de mercado, unindo experiência e inovação. Pioneira no ramo de desembaraço aduaneiro, a Pinho iniciou suas atividades em 1937 e fez parte de grandes projetos nacionais, como a importação de peças para a Usina de Itaipu e para a Fábrica de Celulose da Eldorado. Ao longo de oito décadas, o grupo se destaca por ajudar a desburocratizar e otimizar processos no setor de comércio internacional para empresas, contando com sistema próprio de tecnologia para acompanhamento de cargas, além de oferecer frete internacional (marítimo e aéreo), frete rodoviário, seguro de cargas e recuperação de impostos. Grandes grupos empresariais estão entre os principais clientes da Pinho, que atua em todo o país e tem sedes nos estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo.

Fonte: Talk Comunicação