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Alunos do Colégio Londrinense conquistam prêmios Alunos do Colégio Londrinense conquistam prêmios

Alunos do Colégio Londrinense conquistam prêmios

Tuesday, 01 de March de 2016
Categoria:

Com suas invenções, os jovens cientistas são finalistas na
Feira Brasileira de Ciências e Engenharia


Junte uma trupe de alunos talentosos, cheio de ideias e invenções,
e outra de professores motivados e incentivadores. O resultado dessa combinação
pode levar ao surgimento de inovações, de soluções que podem melhorar o nosso
planeta. São propostas tão criativas que duas delas, criadas por alunos do
Colégio Londrinense, acabam de ser classificadas para a FEBRACE – Feira Brasileira
de Ciências e Engenharia.

A FEBRACE é uma feira que estimula o surgimento de jovens
cientistas, incentivando a cultura investigativa, de inovação e
empreendedorismo, e todo ano realiza na Universidade de São Paulo uma grande
mostra de projetos. Esse ano, o evento será realizado de 14 e 18 de março.
Anualmente, a FEBRACE recebe mais de 3.500 inscrições e são classificados cerca
de 300 trabalhos de todas as regiões do país.

Um dos projetos selecionados é do aluno do 2º ano do Ensino
Médio do Colégio Londrinense, João Americo Macori Barboza, 15 anos. Sob a
orientação do professor Murillo Bernardi Rodrigues, o projeto tem como objetivo
aumentar a produção agrícola através do tratamento de sementes com gás
carbônico. “A ideia inicial surgiu quando eu estava no 8º ano, e era construir
um catalisador para diminuir a poluição. Criamos vários filtros, mas nenhum
funcionava. Quando surgiu a ideia de usar o CO2 no tratamento de sementes, aí
começou a dar certo”, relembra o estudante.

João Americo já está ficando experiente no assunto. Essa é a
terceira vez que participa da FEBRACE. “Na última vez, mesmo com resultados
estatísticos iniciais, ganhei um certificado de desenvolvimento da Associação
Brasileira de Incentivo à Ciência pela metodologia desenvolvida e uma bolsa do
CNPq.”

O projeto “Sementes tratadas com CO2: um sistema de cultivo
alternativo para plantas – fase II” está todo documentado em um diário de
bordo. “Estava produzindo em copinhos dentro do laboratório, mas agora estou em
campo aberto, numa chácara na zona sul, plantando em mais de 3 mil metros
quadrados, com o acompanhamento de um professor do curso de Agronomia da
Unifil. Estou bem animado para levar o resultado para a FEBRACE.”

Para o professor Murillo Bernardi Rodrigues, orientador da
pesquisa, ver o aluno focado na busca de resultados é recompensador. “A gente
desafia o aluno e eles não desistem. Esse ano, mudamos do laboratório da escola
para o laboratório da Unifil e estamos utilizando uma máquina que auxilia na germinação
da planta”, reforça.

Além da participação na Feira Brasileira de Ciências e
Engenharia, João Americo também vai apresentar o trabalho dele na Câmara de
Vereadores de Londrina, no dia 03 de março, e também receberá um troféu como
reconhecimento à pesquisa concedido pelo Rotary Club, no dia 19.

Controle de baratas

Outro projeto finalista na FEBRACE é o “Controle Biológico
de Baratas”, desenvolvido por três alunos do 1º ano do Ensino Médio do Colégio
Londrinense: Isadora Bandini, Otávio Lot e Giovanna Tescaro. Eles são
orientados pela professora Alana Séleri.

Os estudantes, todos de 14 anos, pesquisam o uso de plantas
tóxicas no combate às baratas. Eles contam que a ideia não é exterminar a
praga, mas fazer o controle. “Começamos pesquisando plantas tóxicas com efeito
inseticida e a facilidade em encontrá-las nas diferentes regiões do país.
Também lemos diversos artigos até chegarmos ao eucalipto e à mamona”, contam.

Após diversos testes feitos com baratas silvestres e
domésticas, os alunos elaboraram iscas feitas com gelatina incolor, eucalipto
ou mamona triturada e como elemento atrativo para as pragas usaram a cerveja
sem álcool. “Eles observaram o comportamento das baratas nos ambientes
controlados, fizeram diversos testes com metodologias variadas, até comprovarem
que as baratas morreram por causa das plantas. Nos testes com baratas
silvestres e domésticas, a eficácia foi a mesma”, explica a professora Alana
Séleri.

O projeto foi premiado na Ficiências, realizado em Foz do
Iguaçu, no ano passado, e o reconhecimento foi um incentivo para o grupo. “Os
avaliadores sugeriram testar com outros meios e agora estamos trabalhando com o
sagu no lugar da gelatina. Fizemos testes em um depósito que estava com grande
infestação. Constatamos que o veneno foi consumido em 24 horas e após uma
semana não havia mais baratas vivas. é legal pensar que nós junto com os
professores criamos alguma coisa do zero e que está dando certo. Depois do
nosso último teste, abrimos um leque de possibilidades e isso nos deixa muito
animados.”

Estimular o talento e novas vocações, através do
desenvolvimento de projetos criativos e inovadores, é um dos compromissos do
Colégio Londrinense. Quando se cria oportunidades para os jovens estudantes
expandirem seus conhecimentos, a maior beneficiada é a sociedade.

Fonte: Divulgação