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A marca da liderança A marca da liderança

A marca da liderança

Wednesday, 05 de June de 2013
Categoria: noticia

Só existe liderança quando o
dirigente atual se dedica a formar líderes futuros que consigam tomar as
decisões certas quando ele já não estiver mais por lá para orientá-los.

Quando se fala em liderança, na
mente de muitas pessoas vem a figura do líder heroico e motivador que supera
todo e qualquer obstáculo para levar seu time ao topo da montanha e ainda por
cima apresenta os atributos de caráter que você gostaria que seu futuro genro
tivesse.

O americano Dave Ulrich escreveu
recentemente “A Marca da Liderança”, uma obra lúcida na qual explica
que as companhias precisam criar uma cultura particular de liderança que se
sobressaia à capacidade de qualquer indivíduo. Isto é, as empresas precisam ser
maiores do que os gestores que as dirigem.

Assim que Jack Welch se aposentou
muitos se perguntavam: “Será que o próximo presidente da GE conseguirá
substituir à altura o maior executivo do século?” E doze anos depois
sabemos que Jeffrey Immelt realmente está fazendo um belíssimo trabalho e que
seus números não são resultado apenas de um mero acerto no processo de seleção.
A GE possui o DNA da liderança em suas entranhas.

Infelizmente, a maior parte das
empresas ainda não se dá conta de que o fator liderança é chave para o seu
sucesso e aceita passivamente uma relação de dependência com quem as dirige e
parece ter a missão solene de guiá-las até a morte – de uma ou de outra.

O mesmo tipo de empresa que adora
recorrer a forasteiros salvadores da pátria – e contratados a peso de ouro –
quando descobre que ninguém do seu time está pronto para ocupar as posições de
gestão que devem ser preenchidas imediatamente, mesmo que para isto a
identidade corporativa acabe retalhada por tanta gente nova que chega querendo
“dar a sua cara” à organização.

Concordo que é muito fácil nos
encantarmos por líderes carismáticos, de personalidade forte e que ainda por
cima entregam ótimos resultados, todavia nossas empresas não podem depender
exclusivamente da competência individual de quem está à frente dos negócios
hoje. É por isto que só existe liderança quando o dirigente atual se dedica a
formar líderes futuros que consigam tomar as decisões certas quando ele já não
estiver mais por lá para orientá-los.

Ou seja, a liderança está ligada
ao processo de desenvolvimento de líderes e não depende de indivíduos
excepcionais, afinal gestores de alta performance aparecem de tempos em tempos
enquanto que a essência da liderança sobrevive às transformações organizacionais
sempre que há um processo sedimentado de formação de pessoas.

Só que antes de sair investindo
rios de dinheiro na capacitação de todo mundo que tem potencial procure erguer
uma marca da liderança que seja a cara da sua empesa. Adquirir uma identidade
na mente dos clientes que se concretize para os empregados por meio do
comportamento dos líderes atuais.

Veja o exemplo positivo da 3M.
Seus clientes admiram a competência em termos de inovação que ela construiu com
o passar do tempo e como está atenta a isto não mede esforços para criar o
ambiente interno favorável e os processos de trabalho que viabilizem o
lançamento periódico de novos produtos de sucesso. E é claro, vincula a boa
avaliação dos líderes ao cumprimento de metas nesta direção.

Portanto, antes de começar a
capacitar seus futuros líderes questione-se: “O que nossos clientes
esperam de nós?” Trata-se, assim, de um olhar de fora para dentro, bem
diferente da liderança tradicional que muitas vezes está totalmente dissociada
daquilo que satisfaz os interesses de quem paga as contas da sua empresa.

Liderança não trata apenas da
capacidade de conduzir um grupo ou equipe de modo inspirador. Também diz
respeito ao nível de confiança que se transmite àqueles que escolhem seus
produtos e serviços, às atitudes que constroem a reputação da empresa no
mercado e à habilidade de preparar sucessores melhores do que você para
continuarem o legado que deixou.