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Por dois dias consecutivos, empresas e nomes consagrados da arquitetura, engenharia e ciência mundiais lideraram discussões sobre as melhores práticas e principais tendências para o setor de construções sustentáveis.
Assim como na primeira edição, a 2ª Greenbuilding Brasil – Conferência Internacional & Expo atraiu um público altamente qualificado. Mais de 1.000 visitantes entre expositores, palestrantes, arquitetos, engenheiros, consultores, especialistas discutiram o futuro e os desafios da construção verde para o Brasil nos próximos anos.
Logo no primeiro dia do evento, o fundador e presidente do Greenbuilding Council nos Estados Unidos, Rick Fedrizzi, destacou que o Brasil vive um momento de grande crescimento econômico e de avanços em construções sustentáveis, além de ser um dos líderes mundiais em energias renováveis. O presidente do GBC US reconheceu o esforço brasileiro de tornar a Copa do Mundo e a Olimpíada ?eventos verdes?.
Uma das palestras mais esperadas do primeiro dia do Greenbuilding Brasil foi a do arquiteto e consultor Glenn D. Hughes. Ele apresentou o projeto desenvolvido para o jornal The New York Times e explicou como foi projetado o aproveitamento de luz natural em todo o edifício.
Segundo ele, a nova construção custou menos que o esperado, pois reduziu o gasto de energia elétrica em 70% uma economia de 433 kilowatt/hora e 3,795 megawatt/ano. ?Os benefícios vão além da economia com eletricidade, já que o ambiente de trabalho fica mais agradável e a imagem da empresa que investe nessa otimização do uso da luz natural também é beneficiada. A mudança no ambiente com uso da luz natural ajuda a melhorar entre 4% e 7% a produtividade no trabalho?, apontou o especialista.
Outra presença internacional de destaque da Conferência foi do professor Hashem Akbari, da Universidade de Concórdia, em Montreal. Em 2007, Akbari foi um dos reconhecido pelos seus estudos em mudanças climáticas pelo Nobel da Paz e nesta edição do evento demonstrou aos visitantes como a construção de telhados frios e formação de cidades em tons de cores mais claras podem evitar a formação de ilhas de calor humano nas metrópoles mundiais.
Hashem Akbari propôs também evitar o uso de asfalto preto e usar um asfalto de cor mais clara para diminuir a temperatura nas cidades. Ele divulgou ainda um programa de instalação de telhados frios nas 100 maiores cidades do planeta e sugeriu que, São Paulo, participasse ativamente dessa iniciativa.
Visitas Técnicas
Por fim, para aliar a teoria à prática, no terceiro dia, o evento reservou aos participantes uma agenda de visitas monitoradas a quatro importantes empreendimentos com certificação LEED: a sede da Dow Química no Complexo Rochaverá; a Torre Santander; a nova sede da Phillips; e a filial da Vila Clementino da rede Pão de Açúcar.
Durante o evento, representantes do GBC Brasil e do GBC Itália assinaram o Memorando de Entendimento, visando à mútua cooperação na elaboração e compartilhamento de estudos científicos, programas de conscientização, propostas de políticas públicas e promoção de eventos. Destaque também para a presença da sub Ministra do Comércio dos Estados Unidos e um grupo de empresas expositoras americanas.
A diretora executiva do GBC Brasil, Maria Clara Coracini, também destacou a importância do encontro entre empresas, profissionais e representantes do poder público para trocar informações e levar novas soluções para os empreendimentos do País. ?O Brasil é o quarto país em pedidos de certificação LEED e o quinto no ranking mundial de construções sustentáveis. A estimativa é fechar 2011 com 335 empreendimentos certificados no país?, finaliza.
Veja mais no site: www.expogbcbrasil.org.br
Fonte: Assessoria Expo GBC Brasil